Governo do Distrito Federal
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12/05/20 às 15h42 - Atualizado em 14/05/20 às 16h28

Projeto melhora a saúde e o relacionamento de servidores

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Cuidando do Cuidador da UBS 1 do Riacho Fundo II traz eixos focados desde a saúde física ao clima organizacional

 

O projeto Cuidando do Cuidador da UBS 1 do Riacho Fundo II nasceu para atender as necessidades físicas e mentais dos servidores da unidade. Com eixos temáticos, os próprios servidores do local elaboraram uma série de atividades semanais para incentivar, cuidar e tratar dos colegas de trabalho. As ações vão desde a automassagem até desafios motivacionais.

O objetivo é promover um espaço de cuidado físico e mental contínuo para melhorar o clima organizacional na unidade.

 

O secretário de Saúde, Francisco Araújo, alerta que “em tempo de pandemia como a que estamos enfrentando no momento, temos que redobrar os cuidados com os profissionais de saúde e incentivar ações como as que são realizadas pelo Cuidando do Cuidador”. Segundo ele, não se pode esquecer de que esses profissionais estão na linha de frente do combate à Covid-19, portanto, “estão sob riscos e trabalhando num ritmo estressante”.

 

A programação que acontecia de forma experimental veio para ficar. Em maio, passou a fazer parte do cronograma permanente de ações que acontecem na unidade. Em horários diferenciados, de duas a três vezes na semana, o servidor pode escolher a atividade, temática e o horário que melhor cabe no seu fluxo de trabalho.

 

A iniciativa partiu do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Larissa Mazépas, terapeuta ocupacional, traz principalmente ações focadas na Terapia Cognitiva Comportamental, que busca, sobretudo, mudar o comportamento da pessoa a partir de ações práticas.

 

“As atividades que buscamos tem o objetivo de melhorar o comportamento e atitude do servidor em diversos aspectos. O principal é a forma como ele se relaciona e como vive o ambiente de trabalho, pois impacta diretamente os seus colegas, pacientes e família, esclarece a terapeuta. Mazépas reforça que “se ele absorve tudo que vive, a tendência é ter relacionamentos ruins tanto no trabalho quanto em casa. Ou até mesmo, se não sabe lidar assertivamente com situações de conflito, acaba por absorver e levar esse sentimento ruim para casa, afetando seus familiares”.

 

Ao chegar à unidade, é possível ver ações por toda parte como o quadro “Bom Dia!” em que as pessoas podem escrever algo e ainda a parede do elogio que foi trabalhada na oficina de hoje. Ela funciona com vários posts com qualidades escritas, e cada servidor é desafiado a pegar um e entregar a outro colega de trabalho. Mazépas afirma que, infelizmente, a tendência costuma ser a de reforçar defeitos dos colegas e dar sempre uma opinião ruim. “Queremos buscar uma rede do bem que saiba dar uma opinião sem machucar, falando de forma assertiva. A comunicação violenta traz abismos e só cria distanciamento da equipe”, declarou.

 

Todas atividades são de participação voluntária e realizadas na própria unidade. Confira o cronograma da unidade com as atividades para o mês de maio.

 

Texto: Érika Bragança, da Agência Saúde

Fotos: Divulgação/SES