Governo do Distrito Federal
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22/07/13 às 19h11 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Projeto Palhaçando no Hospital do Guará

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Voluntários levam alegria a pacientes 


Levar alegria para aliviar a dor de quem está internado. É sob o signo da humanização que essa missão é cumprida pela a ONG Pro-Humanos, nas dependências do Hospital Regional do Guará.

Todas as sextas-feiras, voluntários da ONG, em parceria com a coordenação regional, visitam as enfermarias com sua equipe de palhaços. A ideia é interagir com os pacientes, diminuir o sofrimento com humor e criatividade.

O HRGU é a primeira unidade de saúde no Distrito Federal a ser contemplada com o projeto. Após participar de um curso de Capelania e treinamento na arte do palhaço com Eslon Bueno das Chagas (Zilão), fundador da ONG, Vanessa Schoenell e mais um grupo de participantes tiveram o interesse de iniciar o trabalho em Brasília.

O trabalho da ONG começou em Uberlândia e já atua em Goiânia, Belo Horizonte e Mato Grosso. “A igreja que realizou o curso é ao lado do HRGU e porque não começar por aqui? Não tinha experiência nenhuma na arte de palhaço, mas a vontade de fazer era maior”, assegurou Vanessa.

Para Hanna Thalita, integrante do grupo, é uma realização pessoal. Apesar de cursar duas graduações, se esforça para ter esse tempo dedicado ao voluntariado pela ONG. “No caminho para o curso que realizei em Anápolis, ficava pensado porque nunca tinha feito algo do tipo. Na hora de interagir, só precisei de 30 segundos. Vou me apropriar de uma frase de Zilão – Levar a graça, de graça com graça”, declarou.

Na última sexta-feira (19), a dupla visitou crianças e adultos no pronto-socorro e internação do HRGu. As voluntárias interagiram até com os servidores e apontam que a maior dificuldade enfrentada é transpor as barreiras da receptividade. “Nem sempre temos abertura com todos. Por isso, o curso é importante porque você fica em alerta com situações que podem acontecer e principalmente, aprende pelo menos um pouco, sobre as formas de abordagem do paciente”, afirma Schoenell.

O grupo tem mudado a rotina do hospital e para Greyce Lima, que já está há uma semana com a filha internada, o trabalho se destaca e anima a unidade de pediatria. “As crianças maiores ficam ansiosas. Mesmo com a brinquedoteca, ficam agitadas. Só televisão cansa. Elas não podem sair por causa de infecção hospitalar e controle da unidade. Quando eles chegam trazem alegria e distração”, declarou. O projeto da ONG é expandir o trabalho para asilos, creches, orfanatos e para outros hospitais.

Érika Bragança