Governo do Distrito Federal
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22/02/20 às 15h32 - Atualizado em 22/02/20 às 15h33

Proteja-se das Infecções Sexualmente Transmissíveis no Carnaval

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Período deve ser de atenção para o uso de preservativo

 

A folia está chegando e com ela, muita paquera e diversão. Nesse período, a orientação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal é o cuidado redobrado para prevenir as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

 

Com o clima de festa, muitas vezes as pessoas acabam se esquecendo da proteção e expõem sua saúde fazendo sexo sem uso de preservativo. Além da Aids/HIV, ainda há riscos de contrair sífilis, hepatites B e C, papiloma vírus humano (HPV), herpes e outras doenças repassadas através do contato sexual.

 

“Essas infecções são transmitidas, principalmente, pelo ato sexual (oral, vaginal e anal), quando não há o uso da camisinha. As pessoas se preocupam mais com o HIV, que é uma doença cercada de preconceito, mas há outras infecções perigosas, como a Sífilis, que tem aumentado cada vez mais o número de infectados”, explica a gerente substituta de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis, da Secretaria de Saúde do DF, Carina Matos.

 

Durante os dias de Carnaval, a Secretaria de Saúde vai aumentar em 15% a grade de preservativos, em comparação com o ano passado. Com isso, serão 240 mil unidades extras, totalizando 1,8 milhão de camisinhas a serem distribuídas durante o período.

 

Segundo Carina Matos, o preservativo não é a única maneira de se prevenir as IST’s, apesar de ser a forma mais acessível e difundida. “Temos várias opções de prevenção além da camisinha como, a testagem rápida, disponível em Unidades Básicas de Saúde e no Núcleo de Testagem e Acolhimento (NTA); o tratamento correto de outras infecções sexualmente transmitidas e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP)”, ressalta.

 

A Profilaxia Pós-Exposição, ou simplesmente PEP, é uma medida de prevenção com a utilização de antirretrovirais como profilaxia para o HIV, o que evita a multiplicação do vírus no organismo da pessoa.

 

A PEP é indicada aos usuários que tiveram contato com o vírus em alguma situação de risco, tais como: violência sexual, relação sexual desprotegida e acidente ocupacional. Deve ser feita em até 72 horas do contato de risco. O primeiro atendimento pode ser realizado nos serviços de urgência dos hospitais.

 

“Os usuários receberão, na unidade hospitalar, o primeiro atendimento e medicamento antirretroviral para sete dias. Após o procedimento, serão encaminhados para a continuidade do tratamento, em até 28 dias, nas unidades de referência para o HIV/Aids, onde serão acompanhados clinicamente por mais tempo e com a maior especificidade que o caso requer”, explica Carina.

 

Jurana Lopes, da Agência Saúde

Foto: Divulgação/Saúde-DF