Governo do Distrito Federal
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21/08/19 às 16h29 - Atualizado em 21/08/19 às 16h30

Região de Saúde Oeste promove capacitação sobre hanseníase

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Foram inscritos 230 profissionais da atenção primária

 

Com o objetivo de melhorar o cuidado integral dos pacientes com Hanseníase, a Região de Saúde Oeste, que engloba Ceilândia e Brazlândia, iniciou uma capacitação sobre o assunto destinada aos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas da atenção primária.

 

Ao todo, 230 pessoas se inscreveram. O primeiro dia de capacitação contou com 110 pessoas, nesta quarta-feira (21). O curso continua na quinta-feira (22), com o restante dos profissionais.

 

“Na ocasião, tivemos a oportunidade de reforçar a importância do diagnóstico, tratamento e o acompanhamento dos pacientes diagnosticados com a doença. Reforçamos, também, a necessidade da continuidade do cuidado, bem como da notificação do quadro nos sistemas de vigilância epidemiológica”, descreveu a gerente de Áreas Programáticas da região, Janaína Pereira Alves.

 

DOENÇA – A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, que afeta os nervos e a pele. É causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). Os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos por meio das secreções nasais, gotículas de saliva, tosse e espirro. O paciente em tratamento regular ou que já recebeu alta não transmite mais a doença.

 

O Brasil ocupa, atualmente, o segundo lugar nos casos de hanseníase no mundo. Na Região de Saúde Oeste foram registrados, no ano passado, 18 casos. “Em 2019, até o momento, temos sete casos notificados, justificando a necessidade e a importância do evento”, complementa.

 

A maioria das pessoas que entram em contato com o bacilo não desenvolve a enfermidade. Fatores ligados à genética humana são responsáveis pela resistência ou suscetibilidade.

 

Entre os sintomas estão fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas na pele com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; áreas da pele aparentemente normais com alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer local do corpo; e diminuição da força muscular.

 

A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. O paciente toma medicação via oral, com associação de dois ou três remédios, denominada poliquimioterapia.

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Foto: Divulgação-Saúde/DF