Governo do Distrito Federal
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31/07/19 às 9h23 - Atualizado em 1/08/19 às 14h13

Regulação da Odontologia dá mais transparência ao atendimento

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Sistema organizou a fila e tornou o trabalho mais efetivo

 

Mais transparência, acompanhamento integral do paciente e algumas listas de espera zeradas. Foram essas as principais vantagens percebidas por servidores e pacientes das regiões de Saúde Leste e Norte, primeiras a terem quatro áreas da Odontologia incluídas na regulação, após um mês de projeto-piloto.

 

“Por estar regulado, conseguimos saber quantos pacientes foram agendados, quantos faltaram à consulta, qual procedimento o dentista fez e quando ele termina o tratamento e podemos contrarreferenciar para a Unidade Básica de Saúde”, elenca a referência técnica assistencial de Odontologia da Região de Saúde Leste, Cláudia Joffily.

 

Ela explica, ainda, que, com a regulação, os pacientes não são colocados na fila por ordem de chegada, mas pela classificação de risco. “Ele entra na fila de forma correta e na posição condizente que tem naquele momento”, complementa.

 

A inclusão no sistema de regulação é feita pelo dentista que atende o paciente na unidade básica de saúde (UBS), porta de entrada do atendimento. “Para que os profissionais da Atenção Básica aprendessem a preencher o cadastro, fizemos a capacitação deles”, explica.

 

São reguladas a Periodontia, Estomatologia, Edodontia, cirurgia oral menor e o atendimento a pessoas com necessidades especiais. “A Radiologia também começou a ser regulada. O diferencial é que o paciente já sai da consulta com o exame agendado”, diz.

 

ENCAMINHAMENTO – Os atendimentos são encaminhados pela UBS, porta de entrada da Atenção Primária para quem necessita de dentista. No Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) da Região Leste, por semana, são agendadas uma média de 12 atendimentos para Edodontia, cinco para Periodontia, 15 para a cirurgia oral menor/Estomatologia e quatro para portadores de necessidades especiais.

 

Um dos atendidos foi Bruno Bernardo Dylan Sales Romero, 23 anos, autista. Após uma consulta em uma unidade básica de saúde de São Sebastião, foi inserido no sistema de regulação e logo encaminhado ao CEO. Segundo a mãe, em nenhuma clínica particular conseguiram fazer o tratamento dele. E, em casa, estava difícil até mesmo para fazer a higiene oral básica.

 

“No caso do Bruno, em razão do comportamento dele, foi necessário fazer o atendimento em centro cirúrgico. A dentista me explicou, detalhadamente, tudo o que seria feito e recebeu o meu pedido para aproveitar o momento de sedação e realizar outros exames possíveis, pois mesmo o Bruno tendo plano de saúde, não conseguimos realizar nenhum tipo de exame”, conta a mãe dele, Simone Lopes de Sales.

 

No centro cirúrgico, foram realizados quatro exodontias e raspagem supragengival e subgengival, além de exames. “Não tenho palavras para agradecer a todos que estavam no centro cirúrgico. Que dedicação, profissionalismo e humanidade em criar estratégias para segurar e aplicar a medicação para conseguir concretizar o tratamento!”, parabeniza Simone.

 

Responsável pelo atendimento, a dentista Cariacy Moura explica que os portadores de necessidades especiais necessitam de tratamento diferenciado. “Precisamos conhecer a situação sistêmica, ter contato maior com a família e contar com a colaboração dela”, observa. A especialista diz, ainda, que, dependendo do comportamento do paciente, é preciso intervenção com mais profissionais envolvidos e o uso do centro cirúrgico, com a utilização de anestesia geral.

 

AUMENTO – Na Região de Saúde Norte, que engloba Planaltina, Sobradinho I e II e Fercal, as especialidades com maior procura tiveram aumento no número de atendimento.

 

Na Edodontia, subiu de 1.040 atendimentos em abril, quando estava em teste a inclusão no sistema de regulação, para 1.804 em julho. O atendimento a pessoas com deficiência também teve aumento expressivo: de três, em abril, para 11 em julho.

 

Alline Martins, da Agência Saúde

Foto: Mariana Raphael/Saúde-DF