Governo do Distrito Federal
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25/04/14 às 14h19 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Sábado é Dia Nacional de Combate à Hipertensão

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Doença pode levar a eventos como derrame e infarto

Dia 26 de Abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A doença afeta milhões de brasileiros e consiste no aumento da pressão do sangue, que exerce assim maior força sobre as paredes dos vasos sanguíneos. O coordenador de Hipertensão da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), Lucimir Maia, comenta sobre a enfermidade. “O sangue, quando passa pelas veias, é como se fosse uma ‘martelada’. A intensidade dessa ‘martelada’ danifica os vasos sanguíneos a longo prazo”, explica.

A hipertensão arterial é porta de entrada para doenças cardiovasculares mais graves que podem afetar seriamente a saúde do indivíduo. “Eventos como acúmulo de gordura nos vasos causando inflamação local, AVC (derrame), lesões no rim, aneurismas, infarto e lesões na visão (retinopatia hipertensiva) são alguns dos problemas que o aumento da pressão pode causar”, comenta o coordenador.

A hipertensão pode ser desencadeada tanto por fatores não modificáveis, quanto por fatores modificáveis. “Genética, idade e propensão familiar são aspectos que o indivíduo não pode controlar, assim como raça (negros possuem maior probabilidade de ter pressão alta). Mas hábitos como sedentarismo, alimentação carregada de sal, peso, estresse e apneia do sono são controláveis e afetam diretamente os casos de hipertensão”, esclarece Lucimir.

O tratamento da doença depende da intensidade do problema. Muitas vezes, quando a alteração da pressão é pequena, apenas a mudança de hábitos já é suficiente para mudar o panorama do paciente. Quando a alteração é maior, ou quando o paciente possui outras complicações que podem agravar o seu quadro (diabetes, cigarro, colesterol alto), o uso de remédios é mais recomendado.

A pessoa é considerada hipertensa quando possui pressão superior a 14/9, enquanto a pressão arterial ideal é a de 12/8. Lucimir fala da importância de conscientizar a população com relação à aferição. “Boa parte das pessoas não sabe que possui hipertensão e apenas 10% dos hipertensos realmente controlam e aferem a pressão com frequência. Nosso objetivo é fazer as pessoas entenderem que o principal passo para o tratamento da doença é ficar de olho nas alterações eventuais da pressão arterial”, explica.

Por Paulo Cronemberg, da Agência Saúde DF