Governo do Distrito Federal
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23/08/13 às 19h21 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Samambaia: saúde em estado de renovação

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Entrevista com o coordenador regional de saúde

HRSAM - CoordenadorA saúde em Samambaia passou por transformações significativas nos últimos dois anos. A região administrativa que contava com um hospital, quatro centros de saúde e duas unidades básicas de saúde, tem hoje uma estrutura de saúde mais ampla para atender uma população estimada em 220 mil habitantes.

Na regional de Samambaia mais de 1600 servidores estão distribuídos em 15 unidades de saúde. A população conta com o Hospital Regional de Samambaia, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas, quatro centros de saúde, quatro clínicas da família, duas unidades básicas de saúde, dois centros de atenção psicossocial – Caps II para atendimento a pacientes adultos com transtornos mentais graves e persistentes e o Caps-AD, tipo III, para usuários adultos de álcool e drogas, além de uma unidade de acolhimento.

Em 2012, o Hospital Regional de Samambaia (HRSam) realizou 53.600 consultas ambulatoriais e emergenciais. O último balanço mostra que a UPA de Samambaia registrou uma marca superior a 200 mil atendimentos em quase dois anos e meio de funcionamento.

Além disso, a Estratégia Saúde da Família tem hoje 46 equipes que atuam na promoção e prevenção da saúde, o que corresponde a uma cobertura de mais de 65% em atenção primária.

O atual coordenador-geral de Saúde de Samambaia é o médico alagoano Manoel Solange Fontes Teles, que sempre atuou nas unidades de saúde de Samambaia e está à frente da coordenação deste o início de 2011. Fontes ingressou na SES em 1998, como clínico, no centro de saúde n° 2; gerenciou o centro de saúde n° 1; foi diretor regional e em 2011, assumiu a coordenação-geral.

Em entrevista ao site da SES, Manoel Fontes, destaca os principais investimentos na região administrativa.

ASCOM – A estrutura física de saúde de Samambaia cresceu nos últimos dois anos. Quais foram os principais investimentos durante esse período?
Dr. Manoel Fontes – Houve uma melhora na estrutura física de todas as unidades de saúde de Samambaia. No início da gestão, havia o hospital, quatro centros de saúde e apenas duas unidades básicas de saúde. Hoje, são mais quatro clínicas da família, uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), dois Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e uma unidade de acolhimento. Além disso, o hospital foi reformado, criamos mais dez leitos de UTI adulto, somando agora 20, e estamos, no momento, reformando e ampliando o pronto-socorro da unidade.

ASCOM – A primeira UPA do Distrito Federal é a de Samambaia. Qual foi o impacto dos serviços prestados na unidade no fluxo de atendimento na emergência do Hospital Regional de Samambaia?
Dr. Manoel Fontes – A UPA reorganizou a emergência do Hospital Regional de Samambaia e deu destinação vocacional para o pronto-socorro, que é de urgência e emergência, desafogando o fluxo e proporcionando um atendimento com mais qualidade aos pacientes.

ASCOM – A atenção primária em Samambaia tem uma grande estrutura física. Qual importância do atendimento primário para a população?
Dr. Manoel Fontes – Samambaia é a cidade com maior cobertura em atenção primária, com mais de 65% de cobertura. Isso significa uma reorganização nos três principais eixos da saúde: primário, urgência e emergência e de complexidades. A atenção primária é fundamental, pois leva atendimento para o seio da comunidade, o que desafoga o pronto-socorro do hospital e também diminui o número de internações. Além disso, tira a conotatividade do modelo “hospitalocêntrico”, onde tudo era concentrado no hospital. Samambaia está se incluindo no conceito mais moderno de saúde, que é o reforço na atenção primária, já que é a única cidade com quatro clínicas da família, sendo que mais sete estão em projeto para alcançarmos 100% de cobertura.

ASCOM – Quais os próximos projetos para a Regional de Saúde de Samambaia?
Dr. Manoel Fontes – Está prevista a reforma da maternidade, que hoje conta com 28 leitos e, a partir da reforma, passará a ter 42; a conclusão das obras do CAPS III; a implantação de mais sete Clínicas da Família, com conclusão em breve da unidade da quadra 831; além da reforma, que já está em andamento, do pronto-socorro do hospital, que será ampliado e contará com mais sete leitos.

ASCOM – Quais os desafios em coordenar uma regional que conta atualmente com 15 unidades de saúde? 
Dr. Manoel Fontes – É perceber as necessidades dos usuários e coordenar todos os serviços e todas as equipes de saúde da regional, de modo a oferecer atendimento de qualidade, humanizado, em que haja perfeita integração e harmonia entre servidores e a comunidade.

ASCOM – Uma frase que ajuda a descrever o momento atual da saúde em Samambaia?
Dr. Manoel Fontes – Podemos dizer que a saúde em Samambaia está em estado de renovação, de mudança.

 

 

Histórico do Hospital Regional de Samambaia (HRSam)

 

O Hospital Regional de Samambaia (HRSam) tem uma peculiaridade em relação aos demais da rede. A unidade pertencia à rede privada e funcionava como um hospital particular. Em 24 de janeiro de 2003, o hospital foi incorporado oficialmente à rede hospitalar da SES/DF, a fim de prestar gratuitamente assistência à saúde para a população de Samambaia e cidades vizinhas.

Com um total de 11 mil metros quadrados de área construída, o HRSam dispõe de uma estrutura constituída por subsolo, térreo, três andares, além de um prédio anexo. É um hospital geral destinado à prestação de atendimento e internação nas especialidades de clínica médica, clínica cirúrgica, ginecologia e obstetrícia.

No ambulatório funcionam as especialidades de cardiologia, cirurgia geral, pequenas cirurgias, cirurgia ginecológica, dermatologia, geriatria, mastologia e o ambulatório.

 

 


Iêda Oliveira