Governo do Distrito Federal
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8/08/17 às 16h48 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

São Vicente de Paulo está há um ano sem registrar óbitos

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Mudança de fluxo e contratação de psiquiatras foram alguns dos responsáveis por isso

BRASÍLIA (8/8/17) – O Hospital São Vicente de Paulo completou, neste mês de agosto, um ano sem registro de óbitos na unidade. O saldo foi conquistado com a chegada de novos psiquiatras e a mudanças no fluxo de atendimento em toda a rede pública de saúde do Distrito Federal.

“Fechamos o ano de agosto a agosto. Entre 2015 e 2016, registramos cinco óbitos, número considerado alto para um hospital psiquiátrico. Então, começamos a verificar o que poderia ser feito para diminuir esses números e trabalhamos para isso”, conta a diretora da unidade, Vanessa Luiz Gonçalves.

Com a chegada de cinco novos psiquiatras ao hospital, totalizando 120 horas, a direção da unidade conseguiu destacar entre dois e três médicos para fazer a evolução dos pacientes internados diariamente e ainda manter o atendimento no pronto-socorro. “Antes, a evolução dos pacientes era dividida: homens eram acompanhados em um dia, e mulheres em outro. Agora, todos são visitados todos os dias e ao menor sinal de problema, já conseguem dar o encaminhamento necessário”, explica Vanessa.

Além disso, a visita diária do médico também colabora para a alta dos pacientes. “Uma força tarefa com os assistentes sociais também conseguiu agilizar altas de pacientes que estavam na unidade por que familiares não tinham condições de recebê-los em casa. Assim, temos conseguido manter os 42 leitos ocupados, sem sobrecarga”, diz a diretora da unidade.

FLUXO – Outra medida considerada importante por Vanessa Luiz foi a organização do fluxo de atendimento ao paciente psiquiátrico na rede pública de saúde do DF. “Antes, eles eram levados direto para o São Vicente de Paulo, mesmo tendo outros problemas clínicos. Agora, pacientes encaminhados pelo Samu e Corpo de Bombeiros são levados ao hospital geral, onde serão tratados outros problemas clínicos e só serão direcionados ao HSVP quando estiverem apenas com demandas psiquiátricas”, explica a diretora.

QUANDO PROCURAR? – Por ter sido, durante muito tempo, única referência em atendimento de saúde mental pública no DF, o hospital, por vezes, é procurado por pacientes que não necessariamente precisam do que ele oferece.

“Hoje, temos outras unidades de atendimento na rede, como os centros de atenção psicossociais (Caps). O São Vicente de Paulo é de nível terciário, para atendimento de pacientes descompensados, ou seja, com depressão gravíssima com planejamento suicida; aquele que já tentou suicídio e aqueles em surto psicótico de uma maneira geral”, enumera Vanessa Luiz Gonçalves.

Ela explica que quem não está grave o suficiente para ser atendido na unidade, é encaminhado para outro serviço da rede, como por exemplo os centros de saúde. “O São Vicente de Paulo é somente para casos graves”, frisa.

O hospital atende uma média de 1.024 pacientes no pronto-socorro, mensalmente, e outros 815 em ambulatório.