Governo do Distrito Federal
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11/06/19 às 11h50 - Atualizado em 11/06/19 às 12h00

Saúde apresenta dados atualizados sobre a situação da dengue no DF

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Ações junto à população vão desacelerar crescimento de casos

 

A Secretaria de Saúde divulgou, nesta terça-feira (11), os novos dados de dengue no Distrito Federal. Até 1º de junho deste ano, foram notificados 27.694 casos de dengue, dos quais 26.882 (97,1%) ocorreram em moradores do DF. Desses, 24.041 (90,2%) foram classificados como casos prováveis de dengue.

 

A Região de Saúde Norte, que engloba Sobradinho e Planaltina, alcançou 5.033 (20,9%) casos prováveis acumulados de dengue, tornando-se a região do DF com a maior incidência de casos prováveis. Antes, a Região de Saúde Leste, que abrange Paranoá, Itapoã e São Sebastião, com 4.948 (20,6%) casos prováveis, era a que apresentava o maior número desde o início do ano.

 

Ainda de acordo com os dados, entre os casos confirmados de dengue, houve 26 óbitos pela doença, cinco a mais do que na semana epidemiológica anterior. Além disso, foram registrados 41 casos graves em que as pessoas sobreviveram e 480 ocorrências de dengue com sinais de alarme.

 

Apesar dos números, uma certa desaceleração já começa a ser percebida e isso se deve não somente à redução das chuvas e ao retorno do período de seca, mas também às ações da Secretaria de Saúde. “Estamos fazendo o trabalho de vigilância in loco, o controle vetorial diariamente, dando as respostas em tempo hábil. Aumentamos nossas ações em campo e o uso do fumacê também”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins.

 

PREVENÇÃO – Mesmo com a possível queda nos números da doença, a Secretaria de Saúde começará a executar medidas para diminuir a incidência de dengue no DF. Além de aumentar o número de visitas domiciliares, intensificará o uso de fumacê e de armadilhas, e investirá ainda mais em capacitações.

 

A pasta também está buscando parcerias para montar um laboratório de Entomovirologia, que servirá para identificar onde tem vírus circulando entre os mosquitos. “A ideia é evitar o surgimento de novos casos, reduzindo a população adulta, contendo as larvas e inibindo a reprodução”, frisa Divino.

 

Ele destaca, ainda, que está em fase de modelagem um termo de referência para aquisição de materiais de uso diário dos agentes de vigilância, além de capacitações e montagem do laboratório. Somente depois desse termo pronto, será possível dizer qual o montante de investimentos no combate à dengue.

 

TENDAS – Atualmente, o DF possui dez tendas da força-tarefa para hidratação de pacientes com suspeita de dengue. Elas estão funcionando no Varjão, Guará, Itapoã, Planaltina, Estrutural, Sobradinho II, Samambaia, Ceilândia, São Sebastião e Brazlândia.

 

Entre 25 de maio e 9 de junho, as tendas atenderam 18.280 pessoas. Desse total, 12.884 estavam com suspeita de dengue, 3.580 receberam hidratação ou medicação, 104 eram do Entorno e 404 precisaram ser levadas para hospitais.

 

“As tendas se mostraram um equipamento eficaz no atendimento dos casos menos graves de dengue. As remoções para hospitais representaram apenas 2% das ocorrências, enquanto 98% dos casos foram resolvidos nas próprias tendas”, afirma o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Ricardo Ramos.

 

Nas tendas, a assistência é prestada por técnicos de enfermagem, enfermeiros e, quando necessário, os cidadãos são encaminhados para avaliação médica, que é soberana e dispensa o teste rápido. Os pacientes com sintomas clássicos da dengue são acolhidos, fazem os exames para a confirmação da doença (se necessário), recebem hidratação oral e tratamento para os sintomas.

 

Devido ao atendimento nas tendas, as emergências dos hospitais apresentaram uma redução na procura. No Hospital Regional do Guará (HRGu), por exemplo, a taxa de ocupação na Clínica Médica caiu 34,25% desde que foi instalada a tenda próxima à Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Guará. No Hran, depois de colocada a tenda no Varjão, houve uma redução de 12%. No HRGu, estima-se uma melhora de 38%, e no Hospital da Região Leste (no Paranoá), 40%.

 

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF