Governo do Distrito Federal
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5/12/13 às 18h07 - Atualizado em 30/10/18 às 15h09

Saúde do Guará realiza capacitação sobre abordagem global em DST

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Abordagem Sindrômica em Doenças Sexualmente Transmissíveis (que avalia o paciente de forma global) foi o tema da última capacitação deste ano, realizada pela Vigilância Epidemiológica na Regional de Saúde do Guará.

Cerca de 20 profissionais participaram da capacitação, iniciada segunda-feira (25). O principal objetivo desse método é facilitar a identificação de uma ou mais destas síndromes de DST, para então manejá-las de forma adequada.

Os profissionais de saúde geralmente usam os métodos de diagnóstico etiológico (exames laboratoriais para identificar o agente causador) e clínico (identificação de sintomas e sinais baseados na experiência pessoal de cada profissional). A abordagem sindrômica se torna diferenciada porque aborda o paciente de forma global.

Ao se tratar apenas uma das infecções as outras podem evoluir para complicações sérias, além de continuarem potencialmente sendo transmitidas, não rompendo a cadeia de sua transmissão. O módulo contou com quatro facilitadores, Dayse Amarilium, foi um destes profissionais e alertou para a importância de se ter servidores capacitados com um olhar diferenciado para identificar os sintomas de forma integral.

“A abordagem sindrômica é uma das formas de diagnóstico e tratamento baseada nos vários sinais e sintomas reforçados por estudos epidemiológicos de prevalência para ver quais são as doenças que tem aquelas características apontadas no paciente. Ela não foca apenas num sintoma. Após essa etapa, essas doenças serão tratadas por meio de fluxogramas. São protocolos, do Ministério da Saúde, que devem ser seguidos e auxiliarão nesse processo. O preparo desse profissional é essencial para agir de forma rápida e resolutiva, que vai além do resultado do exame”, afirmou Dayse.

As principais características da abordagem sindrômica em DST são a classificação dos principais agentes etiológicos segundo as síndromes clínicas por eles causados, utilização de fluxogramas que ajudam o profissional a identificar as causas de determinada síndrome e indicação do tratamento para os agentes etiológicos mais frequentes na síndrome.

Está incluída também a atenção aos parceiros, o aconselhamento a educação sobre redução de risco, a adesão ao tratamento e o fornecimento/orientação para a utilização adequada de preservativos. Abrange ainda a oferta da sorologia para sífilis e HIV. Para o paciente, Dayse assegura que é um ganho ter profissionais sensibilizados que trabalham de forma global, extrapolando o diagnóstico clínico e etiológico. “O paciente sente esse diferencial no aconselhamento e na orientação. Não é apenas entregar um resultado”, afirmou.

Melina Toledo, servidora da regional de Saúde de Taguatinga, conseguiu uma vaga para fazer a capacitação e afirmou que participa pela primeira vez de um trabalho sobre esse tema. “Achei tão importante, que já sugeri aos organizadores que transformassem essa atividade num projeto maior. Gostaria que mais colegas pudessem participar para ter uma linguagem só serviço. Estou mais segura para agir e vou tentar passar no meu local de trabalho. A metodologia foi muito acertada porque é prática com casos específicos para serem trabalhados e resolvidos aqui como se estivéssemos numa situação real”, afirmou.

No ano que vem a capacitação continua a partir de março com o Módulo V – Vigilância Epidemiológica em Tuberculoses. Seguirá até o mês de maio encerrando com o Módulo X, que abordará o tema Surto de Varicela.

Por Érika Bragança, da Agência Saúde DF
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