Governo do Distrito Federal
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26/06/20 às 18h14 - Atualizado em 26/06/20 às 18h21

Saúde já notificou 39.219 casos prováveis de dengue em 2020

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Boletim epidemiológico apresenta, também, dados sobre chikungunya, zika e febre amarela

 

JOHNNY BRAGA, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Foto: Mariana Raphael/Arquivo Agência Saúde

O Distrito Federal já registrou 39.219 casos prováveis de dengue e 33 óbitos. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Saúde nesta sexta-feira (26) e englobam o período entre 29 de dezembro de 2019 até 13 de junho de 2020. O informativo epidemiológico também traz os casos de febre chukungunya: 135; doença aguda pelo vírus da zika: 35; e febre amarela que no período não houve confirmação de casos no DF.

 

As regiões Administrativas com mais registros foram: Ceilândia, com 4.527; Gama, com 4.424 casos e Santa Maria, com 3.386. O SIA teve apenas dez casos.

 

Para combater a proliferação do mosquito, a Vigilância Ambiental intensificou as ações pelo Sanear Dengue que diariamente ocorrem em uma Região Administrativa. Essas ações concentram esforços de vários órgãos que, juntos, conscientizam a população, eliminam focos, recolhem lixo, entulho, carcaças e recipientes que podem acumular água. Além disso, nas ações tem sido usado drone para monitoramento aéreo possibilitando a identificação de focos em residências ou terrenos fechados ou de difícil acesso.

 

Com as imagens produzidas pelo equipamento aéreo, a Vigilância Ambiental cria estratégias para combater os focos. Os equipamentos usados nas ações do Sanear Dengue são da Vigilância Ambiental, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

 

ARMADILHAS – A Vigilância ambiental também tem utilizado armadilhas para que a fêmea do Aedes aegypti ao depositar os ovos se contamine com o inseticida e o leve para outros pontos nos quais vai infectar outros mosquitos e, assim, reduzir a proliferação de ades.

 

“Com as armadilhas vamos conseguir combater mais efetivamente o mosquito da dengue. Todos os dias buscamos algo novo para ajudar no combate ao Aedes aegypti ”, explica o diretor da Vigilância Ambiental, Edgar Rodrigues.

 

O diretor também ressalta a importância da colaboração da população no combate ao mosquito. “Estamos trabalhando e fazendo a nossa parte como vigilância ambiental, mas  podemos estar na casa de cada um ou fiscalizando o lixo que as pessoas deixam na rua que podem servir de criadouro para o mosquito. Precisamos urgentemente atuar como protagonista”, alerta.

 

ÓBITOS – Os óbitos por dengue foram registrados no Gama (8), Ceilândia (3), em Sobradinho, Guará, Planaltina, Sobradinho II, Lago Sul, Recanto da Emas, Taguatinga e Santa Maria, cada uma registrou dois óbitos e no Riacho Fundo II, Paranoá, Fercal, Águas Claras, Samambaia, Vicente Pires, uma morte em cada região.

 

Também, foram registrados 45 casos de dengue grave e 598 casos de dengue com sinais de alarme.

 

DEMAIS DOENÇAS – Dos 135 casos da febre chikungunya, 130 são de residentes do DF. Do vírus da zika, 33 moram no DF e dois em outras unidades federativas. Por febre amarela, foram 17 casos notificados nos quais os exames realizados não confirmaram a doença.

 

As regiões com mais registros de chikungunya foram: Ceilândia, com 25 casos; Samambaia (10) e Recanto das Emas (9). Não houve registro no Gama, Santa Maria, Varjão, riacho Fundo I, SIA, jardim Botânico e Fercal.

 

Já por febre aguda provocada pelo vírus da zika, onze Regiões Administrativas registraram casos. Ceilândia e Vicente Pires foram as que mais registraram, com 7 casos, seguida por Águas Claras (5), Samambaia (3), Recanto das Emas (2), Taguatinga (2), Planaltina (2), Estrutural (1), Guará (1), Sobradinho I (1) e Sobradinho II (1).