Governo do Distrito Federal
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28/03/14 às 19h17 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Saúde oferece Terapia Comunitária em 22 unidades de saúde

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A prática visa compartilhar experiências

Em 2013, a área de Terapia Comunitária Integrativa (TCI), da Secretaria de Saúde, contabilizou 6.181 pessoas e 481 grupos atendidos. Considerada uma Prática Integrativa em Saúde (PIS), a Terapia busca tratar as doenças do corpo e da alma. Nos encontros, as pessoas compartilham sofrimentos e dificuldades, comemoram vitórias, constroem em conjunto a sensação de pertencimento comunitário. Essa prática é oferecida pela SES/DF em 22 unidades.

A TCI se desenvolve em grupos com número variado de participantes. “Isso possibilita que, por meio do compartilhamento de experiências, elas se sintam respeitadas, acolhidas, além de estimular a autonomia e a autoaceitação”, afirma o coordenador de TCI da SES/DF, Alexandre Staerke. Os encontros ocorrem em rodadas semanais, conforme a unidade de saúde.

As regras são estabelecidas para deixar o participante à vontade, sem julgamentos, a fim de promover a troca de experiências. Os temas são escolhidos pelo grupo com o desafio de não intervir nas decisões dos participantes, mas fazer com que eles tenham mais perguntas. Há o momento para a pessoa expressar seu sofrimento ou dificuldade, assim como para as outras compartilharem suas experiências, soluções e estratégias sob aquele problema. “O fato de perceber que pessoas vivenciaram situações semelhantes tem um efeito psicológico benéfico, reduz a sensação de solidão e abre espaço para a associação”, diz.

A prática proporciona diversos benefícios. “Sensação de pertencimento comunitário e bem-estar, uma vez que a pessoa descobre que o modo como ela vive e sente não é inadequado, acaba se sentindo inserida nesse grupo. Além disso, possibilita uma tranquilidade emocional psíquica o que, em termos colaterais, interfere em qualquer outra patologia”, comenta.

Alexandre acrescenta ainda que a vantagem da TCI e de outras PIS para o praticante é a construção de uma maior consciência de si e de autocuidado, essenciais para a mudança de comportamento e de estilo de vida. “Há os que descobrem o motivo de estar fumando e o que podem fazer para parar. Essas práticas também possibilitam retirar a pessoa da posição de vítima e fazem com que ela se apodere para lidar com sua própria realidade”, complementa.

Os interessados em participar dos encontros da TCI podem procurar uma das 22 unidades de saúde. Confira aqui os locais que oferecem a prática.

Por Patrícia Kavamoto, da Agência Saúde DF
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