Governo do Distrito Federal
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21/03/19 às 13h07 - Atualizado em 21/03/19 às 14h21

Saúde promove 1º Simpósio de Diabetes, Obesidade e Hipertensão

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Evento objetiva potencializar as capacidades dos profissionais para lidar com essas doenças

 

 

Mais de 80 profissionais de saúde e estudantes participaram, na manhã desta quinta-feira (21), do 1º Simpósio de Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Sidoh), realizado no auditório do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). O objetivo do evento é fortalecer, de forma interdisciplinar, a capacidade dos profissionais de saúde em enfrentar as complexidades trazidas pela hipertensão, diabetes e obesidade no Distrito Federal.

 

Nesse contexto, a equipe do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cidoh), da Secretaria de Saúde, idealizou esse primeiro simpósio com a possibilidade de discutir os avanços científicos e tecnológicos no tratamento dessas doenças crônicas. Ao todo, foram mais de 350 inscritos, entre participantes e expectadores, com 36 pesquisas científicas sendo apresentadas no evento.

 

Presente à abertura do simpósio, o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, parabenizou os participantes e pesquisadores que contribuem, a cada dia, para melhorar o atendimento aos pacientes com doenças crônicas. “Eventos como este incentivam os estudos, as pesquisas e o trabalho multiprofissional na saúde, que colaboram com o atendimento à população”, comentou o gestor.

 

INICIATIVAS – Okumoto destacou o esforço da Secretaria de Saúde para melhorar o acolhimento nas unidades hospitalares e de atenção primária do DF. Entre eles, estão a instituição do decreto de emergência, no início do ano, para a compra ágil de mais medicamentos e insumos; e a contratação mais célere de novos profissionais de saúde pelo novo modelo do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF).

 

“Também estamos buscando a informatização integrada de toda a rede de saúde, da Atenção Primária até a hospitalar, para termos um atendimento mais efetivo”, enfatizou o secretário. “Quando tiver um sistema informatizado, a população poderá usar aplicativos e ligar para um teleatendimento, o que facilitará suas vidas. Já estamos reativando um sistema de regulação informatizado, para termos essa facilidade no atendimento aos pacientes”, ressaltou.

 

DOENÇAS CRÔNICAS – Para a gerente do Cedoh, Alexandra Rubim, discutir sobre as doenças crônicas não transmissíveis é de extrema importância, pois há uma epidemia mundial de obesidade e diabetes, que reflete um grave problema de saúde pública.

 

Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apresentados por Rubim, há cerca de dois bilhões de pessoas no mundo, com mais de 15 anos de idade, acima do peso, sendo que 400 mil delas têm obesidade. Com relação ao diabetes, 11% dos indivíduos acima dos 40 anos têm sido acometidos pela doença em todo o planeta. Esse índice corresponde a, aproximadamente, oito milhões de brasileiros com diabetes – eles representam 40% dos pacientes em tratamento dialítico.

 

“O Cedoh é uma unidade especializada, com especialistas de várias áreas, voltado ao tratamento dessas patologias. Em 2018, tivemos a alegria de atender cerca de 13 mil usuários do DF. A ideia é que possamos, cada vez mais, atender esses pacientes com qualidade”, disse Rubim, emocionada, ao lembrar dos profissionais que contribuíram para a existência da unidade. O Cedoh foi inaugurado em 13 de dezembro de 2017.

 

SERVIÇOS – No Cedoh, os serviços são oferecidos para pessoas com obesidade grau 2 ou 3; diabetes tipo 1 e 2, quando estratificados pelos médicos da Atenção Primária em risco para complicações; e pessoas com hipertensão também classificadas como de alto risco.

 

A unidade realiza atividades ambulatoriais individuais e terapia em grupo, programas de educação, curativos de pequeno e médio portes em extremidades, e reabilitação em pacientes amputados. O espaço conta com equipe multiprofissional, composta por médicos (endocrinologistas, nefrologistas e homeopatas), enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.

 

No Distrito Federal, também existe outro serviço de excelência nesta área, feito pelo Centro de Atenção ao Diabético e ao Hipertenso (CADH), que funciona no Hospital da Região Leste (HRL, antigo Hospital do Paranoá). Juntos, Cedoh e CADH atendem cerca de 1.780 pacientes por mês. Vale lembrar que o acompanhamento de portadores de diabetes também é feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de cada região administrativa.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde

Fotos: Breno Esaki/Saúde-DF

 

 

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