Governo do Distrito Federal
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11/04/16 às 20h15 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Saúde recebeu 272 chamados de captura de escorpião no primeiro trimestre de 2016

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Vedar portas e fechar ralos são algumas das medidas de prevenção contra o aracnídeo

BRASÍLIA (11/04/16) – De janeiro a março deste ano a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS/SES), atendeu 272 chamados de captura de escorpião no Distrito Federal. Durante todo o ano de 2015 foram 970 solicitações. As cidades de Taguatinga, Asa Sul, Guará e Asa Norte apresentaram o maior número de ocorrências.

Já a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) recebeu 138 notificações de pacientes que buscaram atendimento médico decorrente de acidentes com escorpiões. Durante todo o ano de 2015 foram notificados 562 casos.

A maioria dos acidentes causados por escorpião no DF são da espécie Tityus serrulatus, conhecido como escorpião amarelo. Este animal é atraído por acesso, abrigo e alimento, podendo ser encontrado em todos os tipos de imóveis, principalmente em casas e apartamentos. O animal tem hábito noturno e sobrevive bem em abrigos urbanos como caixas de esgoto, de luz e de telefone.

As inspeções realizadas pela Dival buscam identificar as condições favoráveis para o acesso e abrigo dos escorpiões, recomendação de medidas corretivas e preventivas e captura de espécimes encontrados. “Nossos servidores inspecionam caixas de esgoto e de telefone, frestas e outros ambientes que possam servir de abrigo para escorpiões. Os animais são capturados utilizando uma pinça longa e encaminhados para o laboratório para identificação”, informa o biólogo da vigilância ambiental, Israel Martins.

Em caso de surgimento de escorpião em residência basta ligar para o número 160 que uma equipe da vigilância ambiental da regional de saúde será acionada e fará a vistoria no local. Quem for picado pelo animal deve procurar imediatamente por atendimento médico.

O Centro de Informações Toxicológicas (CIT), também da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS/SES), oferece esclarecimentos por telefone para a população e para os profissionais de saúde quanto as ações em caso de picada. Basta ligar para o número 0800-644-6774.

MEDIDAS PREVENTIVAS PARA EVITAR O SURGIMENTO DE ESCORPIÃO

NA ÁREA EXTERNA DO DOMICÍLIO:

• Manter limpos quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar;
• Acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes apropriados e fechados e entregá-los para o serviço de coleta;
• Eliminar baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais invertebrados, fonte de alimento;
• Evitar entulhos de obras de construção civil e terraplanagens, superfícies sem revestimento, umidade, etc;
• Preservar os inimigos naturais, aves, pequenos macacos, quatis, lagartos, sapos e gansos (as galinhas não são agentes controladores eficazes dos escorpiões, pois possuem hábitos diurnos enquanto os escorpiões, noturnos);
• Evitar queimadas em terrenos baldios, para evitar o desalojamento;
• Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros;
• Manter fossas sépticas bem vedadas, para evitar a passagem de baratas e escorpiões;
• Rebocar todas as paredes e muros, eliminando vãos ou frestas.

NA ÁREA INTERNA DO DOMICÍLIO:

• Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha;
• Reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas;
• Telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques;
• Telar aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos calafetados;
• Manter berços e camas afastados, no mínimo 10 cm, das paredes e evitar que mosquiteiros e roupa de cama permaneçam em contato com o chão;
• Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados;
• Em local muito arborizado, fechar portas e janelas da residência ao entardecer;
• Manter fechado armários e gavetas;
• Examinar roupas e calçados antes de usá-los, principalmente quando tenham ficado expostos ou espalhados pelo chão