Governo do Distrito Federal
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7/12/15 às 20h01 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Saúde solicita apuração de conduta de profissionais

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Após oito meses de investigação, Polícia Civil efetuou a prisão de um servidor aposentado e ouviu dois médicos envolvidos no caso

BRASÍLIA (7/12/15) – A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (7), a operação Mercenário, que resultou na prisão de um ex-servidor do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), acusado de tráfico de influência, corrupção ativa e emissão de atestados médicos falsos. A investigação começou há cerca de oito meses a pedido da Secretaria de Saúde.

“Nós começamos a perceber a presença desse ex-servidor, já aposentado, usando de sua influência para passar pacientes na frente em consultas, exames, cirurgias. Foi então que registramos um boletim de ocorrência”, conta o coordenador geral de Saúde de Taguatinga, Benvindo Rocha.

Segundo o delegado da 12ª DP, Fábio Costa, que investiga o caso, o principal crime praticado pelo servidor aposentado foi o de tráfico de influência. Um total de 12 pessoas utilizaram os serviços. “Ele passava pessoas na frente na fila de consultas, cirurgias e exames e em troca pedia dinheiro, entre R$ 70 e R$ 150, e produtos como whisky, roupas e café”, explica o delegado.

Além do servidor aposentado, outros dois médicos também foram ouvidos pela polícia, acusados de corrupção passiva. Um deles, também por dar atestado médico falso. Porém, eles não foram presos. “Vão cumprir a pena em liberdade”, justifica Costa.

Caso seja condenado, o servidor aposentado poderá pegar mais de 40 anos de prisão. A gestão da Secreta de Saúde frisa que não compactua com qualquer tipo de atitude que não corresponda com a legalidade e esclarece que dispõe de um canal para denúncias, que é a central telefônica 160.