Governo do Distrito Federal
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1/10/15 às 13h48 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Guará realiza circuito multissensorial para prevenção de quedas

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Público alvo são idosos. Próxima turma terá início em 21 de outubro

BRASÍLIA (1/10/15) – Entre as doenças típicas da terceira idade, segundo estudos, estão a Arteriosclerose, Parkinson, Alzheimer e Osteoporose. Essa última tem preocupado os órgãos de Saúde. A perda do cálcio deixa os ossos frágeis e sujeitos a fraturas e esse tem sido um dos problemas mais comuns entre essa população. Por isso, o Circuito Multissensorial para prevenção de quedas vem cumprir o papel de ajudar o idoso a trabalhar o seu equilíbrio e voltar à sua consciência corporal.

O projeto experimental, fruto de uma parceria com a UnB, formou sua primeira turma no Guará. Com dez participantes, durante dois meses, além do equilíbrio, foi trabalhado o fortalecimento dos ossos com exercícios em estações de trabalho, utilizando cama elástica, step, bambolê, colchonetes, ballance disc, corda, de acordo com a necessidade de cada usuário. O atendimento é feito individualmente, por estação, e realizado por profissionais da enfermagem, terapia ocupacional e técnicos de enfermagem. Tudo acompanhado na ficha de avaliação. A próxima turma terá início em 21 de outubro.

Rosângela Lima, coordenadora do Idoso no Guará, destacou que além do objetivo de trazer o equilíbrio físico, o objetivo final é proporcionar qualidade de vida para o paciente. “Tudo que fazemos na vida refletirá no nosso futuro. É como uma poupança da saúde em que as nossas ações hoje vão atingir no nosso amanhã. Então, se nós cuidamos hoje, amanhã a probabilidade de termos uma velhice mais saudável é muito grande. O idoso já tem as deficiências em decorrência da idade e, por isso, precisamos prevenir”, declarou.

Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia mostram que 30% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano. Além disso, no Brasil, as quedas são responsáveis por 70% das mortes acidentais em pessoas com 75 anos ou mais. De acordo com o Ministério da Saúde, dados de 2012, o SUS (Sistema Único de Saúde) registra, a cada ano, mais de R$ 51 milhões com o tratamento de fraturas decorrentes de queda e R$ 24,77 milhões com medicamentos para tratamento da osteoporose, doença que atinge principalmente mulheres na pós–menopausa, caracterizada pela fragilidade dos ossos.

Maria Cecília Pinheiro, terapeuta ocupacional, reforça a ideia de que é melhor prevenir do que remediar. Destaca que com poucos meses e alguns encontros, consegue resultados significativos com o circuito. Ressalta ainda que algumas iniciativas simples no dia a dia podem evitar esse tipo de problema. “Conquistamos nesse trabalho, a amplitude de movimento, concentração nas tarefas e mais atenção no caminhar na rua. Além disso, a socialização e reforço nos vínculos afetivos”, afirmou.

Após o encerramento do circuito, o paciente recebe diploma e orientações para seguir em casa com os familiares, principalmente, sugestões práticas para uma casa segura. Essas mudanças reduzem significativamente o risco de quedas que, muitas vezes, estão associadas ao ambiente externo como iluminação, tapetes e localização dos móveis. No geral, devem-se evitar tapetes e fios soltos, cortinas pesadas e pisos escorregadios.