Governo do Distrito Federal
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12/06/18 às 20h01 - Atualizado em 12/06/18 às 22h19

Secretaria discute medidas para organizar rede obstétrica do DF

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Secretário Humberto Fonseca participou do encerramento do encontro – Foto: Mariana Raphael

 

Mais de 200 obstetras, ginecologistas, enfermeiros e neonatologistas da rede pública de saúde compareceram, nesta terça-feira (12), ao encerramento do I Fórum de Boas Práticas de Atenção ao Parto e Nascimento do Distrito Federal, realizado no auditório do UniCEUB, na Asa Norte.

 

No evento, promovido pela Secretaria de Saúde para refletir e discutir as práticas usuais na atenção ao parto e nascimento, o titular da pasta, Humberto Fonseca, informou as medidas que têm sido adotadas para organizar a rede obstétrica do DF.

 

“Tomamos algumas medidas que irão pavimentar o caminho para o futuro”, disse Fonseca. “Temos feito alterações estruturais para implantação do nosso Centro de Parto Normal, para humanizar o momento do nascimento. Já estamos nesse processo em Ceilândia, no Gama e no Hospital Materno Infantil”, completou.

 

Fonseca também destacou a nomeação de 115 médicos, entre neonatologistas e intensivistas, para reassumir a UTI do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), além da realização do primeiro concurso da Secretaria de Saúde para o cargo de enfermeiro obstétrico, que será no próximo domingo (17).

 

“Nunca tivemos essa especialidade antes. É uma demanda muito antiga da enfermagem, completamente razoável, e precisamos dos enfermeiros obstetras trabalhando plenamente, com todo seu conhecimento e capacidade, para ter uma saúde obstétrica organizada”, comentou.

 

Além disso, também foi realizado concurso para ginecologistas, com previsão do processo ser homologado a partir de julho.

 

“Já não tínhamos cadastro de reserva há alguns meses, e isso vai nos ajudar a compor esse sistema”, ponderou Fonseca.

 

REFERÊNCIA – O último dia do fórum teve a participação de entidades que desenvolveram estratégias consideradas referência às boas práticas na atenção ao parto e nascimento.

 

Secretária de Saúde de Curitiba (PR), Márcia Huçulak apresentou projeto exitoso na capital paranaense. Foto: Mariana Raphael

 

Uma delas é o projeto Mãe Curitibana, apresentado pela secretária de Saúde de Curitiba(PR), Márcia Huçulak. As ações, implementadas em 1998, se tornaram modelo naquela cidade.

 

Segundo ela, o projeto adota uma série de medidas para aumentar a qualidade da atenção à gestante e ao bebê, com todo o atendimento desde o início do pré-natal até os dois anos de vida da criança. Um exemplo é o uso de aplicativos para agendamento de consultas.

 

“Trabalhamos com dois pilares basilares, que é a estratificação de risco das crianças e das gestantes, bem como a vinculação do parto. A gestante, ao iniciar o pré-natal, já sabe onde será acolhida. Não precisa buscar vaga. Tudo isso gera um benefício”, disse, ao ressaltar que, no Paraná, após a implantação do projeto, houve redução de 58% da mortalidade materna e 15% da infantil.

 

O secretário adjunto de Saúde do DF, Daniel Seabra, avaliou que a capacitação da gestão, o apoio entre os níveis de atenção para organizar o acesso da paciente, a regulação e o sistema de informação que organiza o fluxo são ações realizadas em Curitiba que podem ser trazidas para o DF.

 

Na manhã desta terça (12), a secretária Márcia Huçulak visitou a sede da Secretaria de Saúde para trocar experiência com gestores da pasta distrital.

 

TEXTO: Leandro Cipriano, da Agência Saúde