Governo do Distrito Federal
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30/08/16 às 18h42 - Atualizado em 30/10/18 às 15h16

Segundo OMS, 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados

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BRASÍLIA (30/08/16) – A cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo, totalizando mais de 800 mil mortes por ano. Os dados constam em documento divulgado em 2014 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o relatório, o Brasil  é o oitavo país com mais casos:  cerca de 12 mil pessoas se matam, anualmente. No DF, uma das unidades da federação com índice mais baixo de suicídio, segundo a OMS, uma média de 130 pessoas tiram a própria vida por ano.

“Mas a gente acredita que esses dados são subestimados, pois tem muitos casos que não são notificados como suicídio”, alerta a psicóloga Beatriz Montenegro, responsável pela política distrital de prevenção ao suicídio no DF.

Dados da Secretaria de Saúde apontam que no ano passado, a região do DF com maior taxa de suicídios foi Brazlândia, com 17%, seguido de Águas Claras (10%) e Riacho Fundo I (9,8%). Em todo o Distrito Federal, a taxa de mortalidade é de 4,5%.

Ainda de acordo com o relatório, em 2015, os homens foram os que mais cometeram suicídio (70,76%). A maior taxa foi entre jovens de 20 a 29 anos (21,5%), solteiros (66,9%) e com grau de instrução alto (31,5%).

SAÚDE PÚBLICA – O suicídio é considerado um problema de saúde pública pela OMS desde 2006. Ainda segundo a organização, é a segunda maior causa de mortes entre pessoas de 15 a 29 anos de idade. Porém, 90% dos casos podem ser evitados.

Dados da OMS indicam que o suicídio geralmente aparece associado a doenças mentais – sendo que a mais comum, atualmente, é a depressão, responsável por 30% dos casos relatados em todo o mundo. Estima-se que uma em cada quatro pessoas sofrerá de depressão ao longo da vida. O alcoolismo responde por 18% dos casos de suicídio, a esquizofrenia por 14% e os transtornos de personalidade por 13%. Os casos restantes são relacionados a outros diagnósticos psiquiátricos.

Há seis anos, A.I. perdeu a mãe, que pulou do segundo andar do prédio. Ela sofria de depressão e já havia, inclusive, indicação de internação de um psiquiatra devido ao comportamento suicida. ” Ela tomava remédio e dizia que não estava fazendo efeito. Com isso, tomava um atrás do outro. E isso já nos preocupava”, relata. A situação de alerta fez a família se revezar como acompanhante, mas a mãe de A.I. acabou aproveitando a ida de um dos netos ao banheiro e se jogou. “Por isso, faço o alerta: toda atenção a quem sofre de transtornos mentais ainda é pouco. Por isso é tão importante a prevenção”, diz A.

Os comportamentos suicidas ocorrem como resposta a uma situação que a pessoa vê como devastadora cuja única solução aparente é a morte. Segundo a psicóloga Beatriz Montenegro, a tentativa de suicídio é um pedido de ajuda que nunca deve ser ignorado.

Veja as fotos aqui 

Leia mais sobre o assunto:

– Saúde abre inscrições para V Jornada de Prevenção do Suicídio do DF

 

 

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