Governo do Distrito Federal
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19/08/15 às 13h33 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Semana Distrital de Prevenção e Controle de Leishmaniose

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Ações serão realizadas na Fercal, em Sobradinho e na Dival

BRASÍLIA (19/8/15) – Entre 17 e 29 de agosto será realizada a “Semana Distrital de Prevenção e Controle de Leishmaniose”, na Fercal, em Sobradinho e na Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival). O evento tem como objetivo estimular ações preventivas e de controle para a leishmaniose visceral de população residente em áreas de risco de infecção.

Dez instituições de ensino da Fercal receberão palestras sobre o tema entre os dias 17 e 21. Já no sábado (22), das 9h às 13h, haverá uma grande ação que contará com rodas de conversa, estande para exposição do mosquito-palha, coleta para diagnóstico da leishmaniose visceral canina e entrega de coleira de proteção individual contra a doença no cão. Além disso, haverá um posto de vacinação antirrábica.

No dia 26 esta mesma ação acontecerá na Dival, das 9h às 16h e, no dia 29, no Condomínio Mansões Entre Lagos, das 9h às 13h. As coleiras serão entregues para aqueles que participarem das rodas de conversa, forem maior de idade e apresentarem o documento de identidade. Será entregue uma coleira por pessoa ou uma por cão no evento.

“Diante do cenário entomo-epidemiológico das leishmanioses no DF torna-se imprescindível a intensificação das ações preventivas e de controle da doença com o objetivo de reduzir e eliminar sua transmissão no DF. Escolhemos as regiões da Fercal e de Sobradinho por terem apresentado casos autóctones de leishmaniose visceral no primeiro semestre deste ano”, informa a diretora da Dival, Vaneide Pedi.

O evento da Diretoria de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do DF é uma parceria entre as administrações regionais da Fercal e de Sobradinho, Diretoria de Atenção Primária da Regional de Saúde de Sobradinho e Coordenação Regional de Educação de Sobradinho.

Acompanhe aqui a programação.

A DOENÇA – Há dois tipos de leishmaniose, a Tegumentar (cutânea) e a Visceral. A primeira caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Já a leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. As leishmanioses são consideradas uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida do animal para o homem.

A leishmaniose visceral possui alta letalidade em indivíduos não tratados, afetando principalmente crianças e idosos. Sua transmissão é realizada através da picada do mosquito-palha infectado. Este contrai a infecção após picar um cão com leishmaniose visceral. O cão doente, na maioria das vezes, não possui sinais clínicos. Quando o animal adoece, pode apresentar emagrecimento, crescimento das unhas, queda de pelo, lesões de pele entre outros.

No DF, quatro regionais administrativas são consideradas áreas de transmissão: Sobradinho, Fercal, Lago Norte e Jardim Botânico (Veja no Informativo Epidemiológico das Leishmanioses DF, nº 03, 2015).