Governo do Distrito Federal
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15/03/19 às 11h51 - Atualizado em 15/03/19 às 11h51

Semana do Sono alerta para a necessidade de dormir bem 

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Noites mal dormidas podem resultar em doenças graves

 

A Semana do Sono, que vai até o próximo domingo (17), alerta a população sobre a importância de dormir bem, destaca os sintomas e as consequências de não se ter um sono de qualidade. De acordo com pesquisa internacional recente, apesar de 69% dos brasileiros acreditarem que dormir tem um impacto importante na saúde e no bem-estar, 36% dos brasileiros reclamam de insônia recorrentemente.

 

“A realização de campanhas como a Semana do Sono é importante para alertar a população e também os profissionais de saúde acerca da importância crucial do sono para a saúde e bem-estar das pessoas.  Ensinar bons hábitos de sono é fundamental. Falar sobre sintomas de problemas de sono ajuda a identificar precocemente o problema e a procurar ajuda do profissional de saúde”, destacou a otorrinolaringologista e médica do sono, Carine Petry.

 

De acordo com a profissional de saúde, hábitos simples podem contribuir para manter a regularidade do sono. Entre as dicas, sugere-se evitar cafeína e outros estimulantes (bebidas à base de cola, chocolate, chá verde, chimarrão) em até seis horas antes do horário desejado de dormir.

 

Deve-se, ainda, evitar luminosidade intensa e exposição a telas (TV, tablet, celular, computador) de uma a duas horas antes de dormir e fazer refeições leves. Cigarro e álcool também prejudicam o sono.

 

SINTOMAS – Carine Petry explica que é necessário observar alguns sinais do corpo, que apontam haver algo de errado com o sono, tais como sensação de acordar cansado, ronco ou apneias (paradas da respiração), boca seca ou dor de cabeça pela manhã, dificuldade para começar ou manter o sono, sudorese excessiva noturna, sono inquieto e leve, sonolência diurna excessiva, cansaço extremo, dificuldade de concentração e memória ruim.

 

A unidade de referência para tratamento dos distúrbios do sono é o Hospital Regional da Asa Norte (Hran). No entanto, em casos de ronco ou apneia do sono o atendimento na rede pública pode ser com otorrinolaringologista nos demais hospitais da rede pública.

 

A pessoa que identificar os sintomas deve buscar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência e, a partir da avaliação do médico, será encaminhada para a especialidade.

 

Para mais informações sobre a campanha, clique aqui.

 

 

A falta de sono pode causar

 

– Dificuldade de atenção e memória

– Sonolência excessiva causando prejuízos na vida social, estudos e trabalho, além de risco aumentado de acidentes.

– Aumento do risco de doenças cardiovasculares (Hipertensão, arritmia, infarto agudo do miocárdio, AVC ), diabetes.

– Aumento da incidência de depressão, ansiedade, suicídio.

– Diminuição da imunidade

 

 

Josiane Canterle, da Agência Saúde

Foto: Public Domain Pictures