Governo do Distrito Federal
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1/04/16 às 19h10 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Servidores do HRGu passam por capacitação sobre o processo de hora-extra

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Área técnica da unidade verificou que muitos processos voltam por desconhecimento de alguns procedimentos

BRASÍLIA (1/04/16) – O Núcleo de Controle de Escalas (NCE) do Hospital Regional do Guará (HRGu) promoveu uma capacitação  sobre o processo das horas-extras. A área verificou que muitos documentos voltam por desconhecimento dos servidores sobre alguns procedimentos técnicos, o que acaba provocando atrasos no pagamento da hora-extra. O treinamento ocorrido nesta quinta-feira (31), abordou conceitos técnicos, além de tirar dúvidas sobre o preenchimento dos formulários exigidos.

O processo de horas-extras possui duas etapas. A primeira consiste na entrega prévia, com 60 dias de antecedência, da relação de servidores que se inscreveram para o serviço. A segunda, o responsável pelo setor deve entregar no NCE, até o dia 10 do mês seguinte, a realização das horas-extras, as folhas de ponto devidamente assinadas pelo servidor e chefia, o formulário com o total de horas efetivamente realizadas pelo profissional, bem como a cópia da escala cumprida e devidamente assinada pela chefia.

Marisvalda Parreira e Carla Cristine, servidoras do NCE, foram as idealizadoras da capacitação. Parreira ressaltou que o treinamento aconteceu para que todos os responsáveis por lançar esses dados, tirem as suas dúvidas, pratiquem e façam o lançamento corretamente, evitando assim que os processos retornem por falhas técnicas. “Vimos profissionais desistirem de fazer a hora-extra porque ficam desestimulados por não receberem no tempo correto o seu dinheiro. Se esse processo em seu trâmite normal leva cerca de 60 dias, esse período aumenta quando há erros porque temos que pedir por meio da folha suplementar”, afirmou.

Os processos podem retornar por vários motivos como divergência de informações nos formulários, a falta de comunicação de alteração da escala, falta de marcação de ponto do servidor, alteração no ponto não ratificada pela chefia imediata, servidor de folga ou licença entre outras situações. Lucilene Florêncio, diretora do HRGu, destacou que o processo é criterioso, além disso, é preciso uma conferência minuciosa para não haver diferenças no pagamento, bem como lançamentos equivocados.

“Esse é um processo sério que impacta diretamente no uso do dinheiro público como também pode acarretar em falha nos proventos do servidor. A capacitação é essencial porque os servidores também mudam de setor e quem chega fica perdido realizando os processos mecanicamente. É preciso manter o fluxo em dia e que seja feito corretamente para que a nossa parte esteja feita dentro do processo”, declarou.

Em março, o tema das horas-extras foi discutido com o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, e os sindicatos das categorias da Saúde. A subsecretária de Pessoal, Flávia Cáritas, também estava presente e respondeu a todos os questionamentos dos servidores. Sobre as horas-extras e ampliação da carga horária, Cáritas explicou que está sendo feito um profundo estudo da realidade da pasta, identificando as principais áreas de carências e a possibilidade de remanejamentos.