Governo do Distrito Federal
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8/06/18 às 15h21 - Atualizado em 8/06/18 às 15h42

Servidores simulam desafios enfrentados por pacientes crônicos

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Curso do Cedoh tem como objetivo sensibilizar servidores sobre as dores sentidas por pacientes crônicas – Fotos: Matheus Oliveira

 

Uma simulação das dificuldades enfrentadas cotidianamente pelas pessoas com diabetes, obesidade e hipertensão, além de instrução teórica, fizeram parte do treinamento de aproximadamente 30 servidores de Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nesta sexta-feira (8), no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh).

 

Eles tiveram que se locomover com muletas e cadeiras de rodas, assim como os pacientes amputados por causa da diabetes.

 

Também usaram óculos para dificultar a visão que é prejudicada pela doença, andar em britas para sentirem as dores de pacientes com pé diabético, e usar pesos para sentirem a dificuldade de locomoção de pessoas obesas.

 

Servidores tiveram que usar pesos para sentirem a dificuldade de locomoção dos obesos

 

“Andar de muletas é difícil, é complicado. É bom nos colocarmos do outro lado da história para saber como é o sofrimento do paciente. Isso ajuda a conhecer melhor a situação e dar maior atenção ao doente crônico”, disse a enfermeira da UBS 2 da Asa Norte, Simone Silva.

 

A capacitação consistiu em oito estações, sendo que os servidores permaneceram cerca de 20 minutos em cada uma delas.

 

Durante o percurso, havia as estações de aplicação de insulina e monitorização de glicose, pé diabético, neuropatia periférica e retinopatia, hipertensão arterial, doença cardiovascular e doença renal diabética, obesidade, gravidez, alimentação, psicologia e circuito sensorial para prevenção de quedas em idosos.

 

“O principal objetivo é sensibilizar os servidores para que entendam e apliquem o Protocolo de Manejo do Diabetes e Hipertensão Arterial Sistêmica da Atenção Primária à Saúde, publicado em fevereiro, bem como aperfeiçoem a assistência para esses pacientes”, citou a gerente do Cedoh, Eliziane Brandão.

 

Servidores andaram em britas para simular as dores de pacientes com pé diabético

 

O protocolo compõe itens como: identificação de risco, diagnóstico, passos para o tratamento e estratificação de risco para encaminhamento à atenção secundária. “Essas doenças precisam de controle adequado e aderência dos pacientes ao tratamento, já que evoluem rápido e reduzem o tempo de vida se não forem bem acompanhadas”, finalizou Eliziane.

 

Os profissionais treinados são da Região de Saúde Central, que engloba Asa Sul e Norte, Varjão, Lago Norte e Sul, Cruzeiro, Sudoeste e Octogonal.

 

TEXTO: Ailane Silva, da Agência Saúde