Governo do Distrito Federal
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9/07/13 às 13h48 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

SES assina contrato para oferecer cirurgia cardíaca

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Técnica da ablação é menos invasiva e trata arritmia

Pacientes que sofrem de fibrilação atrialuma das arritmias mais comuns, caracterizada por batimentos cardíacos irregulares e frequência variada – e necessitam de tratamento cirúrgico, serão beneficiados por um contrato assinado pela Secretaria de Saúde com uma empresa privada.

O convênio vai permitir a realização da ablação cirúrgica, técnica para tratamento da doença com a cauterização dos focos das arritmias, por meio do uso de catéteres. “Com esse contrato, estamos acrescentando mais um serviço de alta complexidade à rede pública do DF, o que vai beneficiar muitas pessoas”, destaca o secretário de Saúde, Rafael Barbosa.

Segundo a coordenadora de Cardiologia da SES, Edna Marques, cerca de 600 pacientes fazem tratamento para fibrilação atrial no Hospital de Base atualmente. Desse total, 98 tem indicação cirúrgica. A seleção dos pacientes é feita de forma criteriosa, obedecendo a protocolos médicos. “Não há necessidade de abertura do tórax do paciente, o que possibilita uma recuperação mais rápida e ele pode sair do hospital em 48 horas”, informa.

Durante o procedimento, considerado complexo, é feito um mapeamento eletroanatômico, que permite a visualização do coração. Também são utilizados raios-X e ecocardiograma. A taxa de cura da arritmia pode chegar a 82% com o uso da técnica. Em alguns casos, o paciente necessita passar por mais de uma cirurgia, relata a cardiologista.

A fibrilação atrial é uma frequência cardíaca irregular e frequentemente muito rápida. Isso pode causar sintomas como palpitações, fadiga e falta de ar. É importante tratar a fibrilação atrial porque ela pode causar AVC ou insuficiência cardíaca e baixar a qualidade de vida dos pacientes. A doença pode ser tratada com medicação, cardioversão (um tipo especial de choque elétrico) e com a ablação.

O risco de uma pessoa apresentar fibrilação atrial aumenta com a idade. Segundo Edna Marques, após os 50 anos, quatro em cada seis pessoas podem ter esse tipo de arritmia.

Celi Gomes