Governo do Distrito Federal
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17/04/13 às 15h38 - Atualizado em 30/10/18 às 15h04

Incrementos na área de trauma e câncer colocam DF em destaque no País

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SES enfrenta doenças do século em centro cirúrgico

 
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) se prepara para enfrentar as duas grandes doenças do século. Com a nova estruturação da Cirurgia do Trauma e da Cirurgia Oncológica, a SES-DF dará passos importantes no sentido de preparar e organizar o atendimento das vitimas de acidentes e portadores de câncer do DF, população cada vez maior em números absolutos. O diretor do HBDF, Julival Ribeiro, avalia que esta ação representa um avanço na recuperação da assistência de alta complexidade do HBDF nestes dois cenários, que são problemas da saúde pública mundial.

A gerente de Medicina Cirúrgica, Viviane Rezende, esclareceu que o Serviço de Cirurgia do Trauma atenderá os casos de trauma grave e terá um aspecto multidisciplinar. Já a Unidade de Cirurgia Oncológica, chefiada por Gustavo Gouveia, contará com especialistas em Cancerologia Cirúrgica treinados, nos centros de referência nacionais como Inca-RJ, Hospital Araújo Jorge-GO, AC Camargo-SP e Hospital de Barretos-SP. A primeira ação do grupo foi a avaliação dos pacientes em lista de espera por cirurgias de tumores gastrointestinais, pélvicos e outros tumores raros numa mesa redonda multidisciplinar para definir o melhor tratamento, de acordo com protocolos internacionais.

O presidente da regional DF da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, Rodrigo Pinheiro, que também é gerente da emergência do HBDF, acredita que a criação de uma equipe cirúrgica específica e especializada em câncer coloca Brasília em situação de destaque nacional. “Com esta nova realidade, ficamos na ponta do atendimento, iniciando uma mudança histórica no cuidado aos tumores malignos e benignos”, disse.

Epidemia nas ruas

Segundo o coordenador da área de traumato-ortopedia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES), Renato Sérgio Lyrio Mello, estamos vivendo uma epidemia de trauma global. No caso especifico de Brasília, os acidentes de trânsito com ênfase para os graves acidentes de moto têm aumentado exponencialmente nos últimos anos. Hoje, cerca de 160 mil motocicletas trafegam pelas ruas e avenidas da capital do país. Há 12 anos, eram 25.973, segundo dados do Detran/DF. A violência também teve aumento significativo, além de quedas dos idosos – mais frequentes com o envelhecimento da população e aumento na expectativa de vida, que exige do SUS e dos gestores da SES respostas concretas e estruturantes para atendimento do trauma.

O HBDF vem focando na estruturação do atendimento ao trauma, desde o início de 2011. As ações recentes mais importantes foram a estruturação da sala de trauma do Pronto Socorro (PS), a presença do SAMU também no primeiro atendimento intrahospitalar nos moldes de qualquer país desenvolvido, estruturação do atendimento das lesões de coluna e raquimedulares (integrando e criando o serviço de cirurgia da coluna no Hospital do Paranoá, que zerou a fila de 70 pacientes), estruturação da cirurgia do trauma e residência médica em cirurgia do trauma, reestruturação e reequipamento das salas cirúrgicas (só funcionavam seis salas das 16 existentes). “Estas ações não param por aí. Todos no HBDF estão focados e trabalhando em equipe junto com técnicos do Ministério da Saúde com reuniões semanais em ações já implantadas como gestão de leitos, informatização de todo o Hospital, classificação de risco no PS, ambulatórios referenciais e muito mais”, comemorou Renato.

Para o diretor-geral do HBDF, Julival Ribeiro, os investimentos autorizados pelo secretário Rafael Barbosa no setor de cirurgia também irão começar a aparecer em poucos dias. “O reflexo do funcionamento das 16 salas do Centro Cirúrgico do hospital mais importante do DF, e as recentes contratações de pessoal pela SES, trarão benefícios em todas as áreas. Teremos diminuição importante em filas de espera e melhoria qualitativa e quantitativa no atendimento”, encerrou o diretor.

José Roberto Bueno