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Programa Saúde da Família

Programa Saúde da Família
 

A Atenção Primária à Saúde (APS) está sendo desenvolvida e reconhecida no mundo, por mais de três décadas, como uma estratégia capaz de estruturar redes integradas de atenção à saúde, estas como círculos virtuosos na construção de sistemas de saúde efetivos. Ao longo desse período, as experiências, tanto em países mais desenvolvidos a exemplo da Inglaterra, Canadá, Espanha, Portugal e Cuba, quanto em países em seus cursos de desenvolvimentos evidenciam que a APS, melhora a eficiência e efetividade da Atenção à Saúde, com racionalização de custos, satisfação dos indivíduos, famílias e comunidades, vinculação e co-responsabilidade entre estas, profissionais, gestores e gerentes dos serviços e sistemas de saúde.

Portanto, um sistema de saúde estruturado, segundo os valores, princípios e bases organizativas da APS, tem como objetivo superior a melhoria da qualidade de vida e saúde das famílias a ele vinculadas, onde a eqüidade, a integralidade e a participação social representam imperativos éticos, morais e científicos para a realização do direito à saúde e à solidariedade social. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem defendido a Atenção Primária à Saúde (APS), desde a Declaração da Alma Ata "Saúde para Todos" em 1978, como potencial estratégia para alcançar a eqüidade e ganhos eqüitativos em saúde e no desenvolvimento humano.

Segundo Sousa (2007), historicamente, o conceito da APS vem sendo construído em diversos contextos sócio-econômico e cultural, com diferentes intencionalidades, que transitam desde um nível do sistema de saúde a um conjunto específico de serviços de saúde ou de intervenções e ao primeiro ponto organizativo de rede de atenção, entre outros. Entretanto, o balizador dessa base conceitual ancora-se na declaração de Alma Ata (1978), quando definiu a APS como:
 Atenção primária à saúde baseada em métodos e tecnologias práticas, cientificamente bem fundamentadas e socialmente aceitáveis, colocadas ao alcance universal de indivíduos e famílias da comunidade, mediante sua plena participação e a um custo que a comunidade e o país podem manter... Faz parte integrante tanto do sistema de saúde do país... quanto do desenvolvimento social e econômico global da comunidade. Representa o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade... pelo qual os cuidados de saúde são levados o mais proximamente possível aos lugares onde pessoas vivem e trabalham, e constituem o primeiro elemento de um continuado processo de assistência à saúde.
No Brasil, APS representa um conjunto de ações, voltadas para o âmbito individual e coletivo, que abranjam a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação. Essas ações devem ser desenvolvidas por meio de práticas gerenciais, sanitárias, democráticas, participativas e do trabalho em equipe que devem ser dirigidas à população de um território bem delimitado. As equipes assumem responsabilidade sanitária no território e consideram a dinamicidade existente no contexto, o sujeito em sua singularidade, complexidade, integralidade e inserção sócio-cultural. 

Logo, configura-se como o primeiro e preferencial contato dos usuários com os sistemas de saúde, sendo orientada pelos princípios da universalidade, acessibilidade, coordenação, vínculo, continuidade, integralidade, responsabilização, humanização, equidade e participação social, segundo o marco legal do SUS. (BRASIL, 1988, 8080/90, e 8145/90, NOB, 96, NOAS 2001/2002). 

No tocante ao uso de tecnologias de baixa densidade e de elevada complexidade, a ABS resolve os problemas de saúde de maior freqüência e relevância em seu território, em média 85% das demandas e/ou necessidades do processo saúde-doença-cuidado-qualidade de vida e morte das famílias às equipes vinculadas (SOUSA, 2007). Junto à resolubilidade acompanha um tipo de organização que vem apresentando melhorias na eficiência e efetividade da Atenção Básica à Saúde (ABS), expressas na redução de custos e maior satisfação dos usuários, conforme registro dos seguintes estudos e pesquisas. (BRASIL, 2000, 2001ab, 2002abc, 2004 e 2005; SOUSA, 2007; Starfield, 1998 e 2002; VIANA & DAL’POZ, 1998).  

O Brasil adotou o Programa de Agentes Comunitários de Saúde-PACS (1991) e o Programa de Saúde da Família-PSF (1994) como estratégias para contribuir na construção de um novo modelo de atenção integral à saúde das famílias. Logo, são estratégias voltadas para a reorganização das ações de ABS, que se fundamentam em uma nova ética política institucional, cujos princípios e bases organizativas[1] revelam-se nos seguintes objetivos:

  • · Prestar, na unidade de saúde e no domicílio, assistência integral, contínua, com resolubilidade e boa qualidade às necessidades de saúde da população adstrita;
  • · Intervir sobre os fatores de risco aos quais a população está exposta;
  • · Eleger a família e o seu espaço social como núcleo básico de abordagem no atendimento à saúde;
  • · Humanizar as práticas de saúde através do estabelecimento de um vínculo entre os profissionais de saúde e a população;
  • · Proporcionar o estabelecimento de parcerias através do desenvolvimento de ações intersetoriais;
  • · Contribuir para a democratização do conhecimento do processo saúde/doença, da organização dos serviços e da produção social da saúde;
  • · Fazer com que a saúde seja reconhecida como um direito de cidadania e, portanto, expressão da qualidade de vida e;
  • · Estimular a organização da comunidade para o efetivo exercício social. (Brasil, 1998).

Para o cumprimento desses objetivos, a Diretoria de Atenção Primária à Saúde e Estratégia em Saúde da Família (DIAPS) elaborou o Plano de Reorganização da APS, para ser executado no período de 2007 a 2014, como forma de ampliar e qualificar o acesso as ações e aos serviços no âmbito desse nível do sistema, oferta esta que perpassa por uma expansão ordenada e gradual das Equipes da Saúde da Família, pela organização dos seus processos de trabalho, pela revitalização da Rede de Atenção, com a construção de novas Unidades Básicas de Saúde da Família -UBSF e a reconversão dos antigos Centros e Postos de Saúde.

Acrescente-se que tal expansão evolui ainda, e, principalmente, pela adoção de ações estratégicas que qualifiquem a gestão (Central, Regional e Local) das UBSF, com vistas à reestruturação e hierarquização das ações e serviços ofertados, à definição e pactuação de diretrizes das linhas do cuidado (Clínicas e gerenciais/gestão), à melhoria da qualidade da atenção integral prestada à saúde das crianças, mulheres, adolescentes, jovens, adultos, idosos[2], com o cuidado dirigido a população em situação Prisional e Atenção Domiciliar e com o suporte das ações dos   Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e dos Centros de Apoio Psicossociais(CAPS), das Unidades de Apoio Diagnóstico e Assistência Farmacêutica, além das ações estratégicas dirigidas a valorização dos profissionais envolvidos com a “missão” de qualificar a ABS, em parceria interna e externa ao Governo do Distrito Federal, sobretudo as Instituições de Ensino.

Nessa direção, espera-se que esse Plano seja o promotor de mudanças na forma de organizar a APS e contribuinte na estruturação de redes integradas à saúde e que a gestão desses processos nos diferentes espaços (Central, Regional e Local) seja orientada por uma visão renovadora dos valores, principios e bases organizativas da APS, com destaque para a socialização dos saberes e práticas voltadas para   Informação, Educação e Comunicação em Saúde (IECS), tendo nos Agentes Comunitários de Saúde, sujeitos estratégicos no estabelecimento dos vínculos entre os poderes públicos governamentais, os profissionais de saúde e os indivíduos, famílias e comunidades, razão dos cuidados humanizados, resolutivos e de alta qualidade.


OBJETIVOS 
  
 
OBJETIVO GERAL

 


Contribuir para a reorganização da Atenção Primária à Saúde no Distrito Federal, a partir da expansão e qualificação da Estratégia Saúde da Família, no período de cinco anos (entre 2009 a 2014), visando à elevação da resolubilidade das equipes através da incorporação de recursos humanos qualificados e de tecnologia adequada, no campo da infra-estrutura e da gestão dos serviços, e à incorporação de instrumentos e metodologias, em rede integrada de atenção à saúde, que permitam o acompanhamento e avaliação permanentes da melhoria da situação de saúde das famílias, especialmente os grupos mais vulneráveis a riscos de contrair doenças e de sofrer danos à saúde.
 
 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

· Intensificar as ações de expansão e qualificação da Atenção Primária à Saúde partir da incorporação e/ou renovação de tecnologias de gerência e gestão (infra-estrutura, equipamentos e usos estratégicos) que promovam a implantação e/ou reorganização de unidades básicas de saúde, segundo os princípios e diretrizes do PSF;
· Inserir os profissionais envolvidos na Estratégia Saúde da Família e suas equipes de apoio, nos processos de Educação Permanente em Saúde, focando na Residência Multiprofissional, nos cursos de Especialização em Saúde da Família e em Gestão de Redes e na Capacitação em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde, com a finalidade de criar capacidades para desencadear e dinamizar os cuidados integrados à saúde por linhas de cuidado na atenção e/ou situações de vulnerabilidade;
· Monitorar as ações desenvolvidas pelas Equipes de Saúde da Família e a  implementação de metodologias de planejamento, programação e avaliação sistemática e permanente, visando verificar as mudanças ocorridas no modelo de Atenção Primária  à Saúde;
· Apoiar a elaboração e execução de estudos e pesquisas focadas na  resolubilidade da gerência e gestão da rede básica, nos processos de Educação Permanente em Saúde e na avaliação dos indicadores de saúde, priorizando as ações estratégicas do Pacto pela Vida, com a finalidade de evidenciar os resultados do Plano e de sua contribuição na Reorganização da Atenção Primária e na construção de Rede Integrada de Atenção à Saúde.
DESCRIÇÃO DOS EIXOS DE AÇÕES  
 
         
Para atender os objetivos do Plano, o mesmo foi estruturado em quatro eixos norteadores, com seus respectivos componentes e ações estratégicas, a serem desenvolvidos, em curto, médio e longo prazo, considerando o período de 2009 a 2014, portanto, com cinco anos previstos para sua execução. Os eixos, como já foram pontuados anteriormente, são:
 
Eixo I – Estruturação da Atenção Primária à Saúde no DF (espaço físico, equipamentos, insumos e recursos humanos);
 
Eixo II – Organização do processo de trabalho das Equipes de Saúde da Família no DF;
 
Eixo III – Monitoramento e Avaliação das ações de saúde desenvolvidas nos serviços de APS; e,
 
Eixo IV - Desenvolver estudos e pesquisas em APS no DF.


Eixo I - Estruturação da Atenção Primária à Saúde no DF
 
No Eixo I, o atual desafio é expandir e qualificar a Estratégia Saúde da Família no Distrito Federal e, com isso, reorganizar a Atenção Primária e contribuir para formar rede de atenção à saúde; com isso, buscar a reorganização do sistema por meio da realocação dos recursos físicos, humanos e financeiros, atendendo assim, os princípios e diretrizes da Política Nacional da Atenção Básica à Saúde.
É importante destacar que essa reorganização requer a superação de obstáculos da baixa cobertura, da realocação de recursos humanos, da adequação de espaços físicos, dos equipamentos e insumos estratégicos em cada Unidade Básica de Saúde, bem como a introdução de novas formas de organização dos serviços. Para tanto, prevê a ampliação gradual da Saúde da Família, realizada em três etapas, conforme metas de cobertura a seguir descritas:
. De curto prazo: cobertura imediata de 27,5% da população do DF, com 195 ESF implantadas até dezembro de 2009; e de 50% até o final de 2010, com 365 ESF;
 
· De médio prazo: cobertura de 60% da população do DF, com implantação de 438 ESF;
 
· De longo prazo: cobertura de 73% da população do DF que corresponderá a 100% da população SUS dependente, com implantação de 532 ESF, conforme ilustra a Tabela 1 de distribuição das Equipes de Saúde da Família.
 
Infra-Estrutura/Espaço Físico
 
Para o cumprimento da meta de curto prazo (cobertura de 27,5%%, com 195 ESF implantadas até dezembro de 2009; e de 50% até o final de 2010, com 365 ESF), é necessário estruturar os espaços físicos que envolverão três ações:
 
AÇÃO 1 - adequação física das unidades próprias existentes em que haja esta necessidade considerando, inclusive, as demandas referentes à integração ensino serviço previstas;

AÇÃO 2 - construção de unidades de saúde de forma a substituir aquelas alugadas e em comodato;

AÇÃO 3 - construção de unidades de saúde necessárias para as novas equipes. Conforme demonstra o Quadro 1 abaixo:
 
Quadro 1 – Necessidade imediata de adequações físicas e construções
 
 
A adequação da estrutura física será direcionada aos 23 Postos de Saúde Urbanos e Rurais e as 13 Unidades Básicas que estão inseridas em projeto de integração ensino-serviço. Os Postos de Saúde a serem adequados são aqueles que alojam ou irão alojar as Equipes de Saúde da Família, com o objetivo de ampliar a cobertura populacional por essas equipes e adaptar a estrutura atual. Nos quadros em anexo serão demonstradas, segundo as metas, as necessidades de construção. O Quadro 2, ilustra a necessidade imediata de construção de UBS, por região, regional de saúde e porte da unidade;  o Quadro 3 evidencia a necessidade de construção de UBS, por região, regional de saúde e porte da unidade, em curto prazo, ou até 2010 (exceto a necessidade imediata); o Quadro 4, a necessidade de construção de UBS, por região, regional de saúde, porte da unidade à médio prazo, ou até 2012;  o Quadro 5 mostra a necessidade de construção de UBS, por região, regional de saúde e porte da unidade, em longo prazo, ou até 2014; Por sua vez, o Quadro 6 demonstra o resumo da necessidade de construção de UBS, por porte da unidade e fase do plano; e, por fim, o Quadro 7 sintetiza o custo orçamentário das construções. 
 
Equipamentos e Insumos
 
Este componente trata de aquisição de equipamentos de apoio diagnóstico e tratamentos clínicos destinados as Unidades Básicas de Saúde, segundo o número de Equipe de Saúde da Família, de forma a garantir o acesso dos usuários aos serviços e a segurança e proteção ao trabalhador.
Nesse sentido, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal deverá prover a rede de Atenção Primária à Saúde, com vista a sua organização, dos equipamentos e insumos, conforme apresentados nos  quadros em anexo: Quadro 8 - Equipamentos necessários por UBS, por quantidade de ESF; Quadro 9 - Necessidade de aquisição de itens referentes a uniformes e EPI para cada fase; Quadro 10 – Orçamento para aquisição de itens referentes a uniformes e EPI para cada fase; Quadro 11 – Aquisição e orçamento de bicicletas para os ACS; Quadro 12 – Aquisição e orçamento de equipamentos de informática para os grupos de Monitoramento e Avaliação; Quadro 13 – Lista de equipamentos por local; Quadro 14 - Aquisição e orçamento de Palm Tops para os ACS; Quadro 15 – Mobiliários para grupos de Monitoramento e Avaliação; Quadro 16 - Necessidade mensal de insumos por ESF; Quadro 17 – Consumo médio mensal de material de expediente; Quadro 18 - Consumo médio mensal de medicamentos por ESF.
O custo médio de insumos, incluindo material de almoxarifado e medicamentos, foi estimado a partir do consumo anual pelas equipes de saúde da família da regional de São Sebastião no período entre fevereiro de 2008 e janeiro de 2009, e foi de R$8.400,39 por equipe/ano. 
 

Recursos Humanos
 
O Componente Recursos Humanos é destinado à alocação e à readequação de recursos humanos, bem como o dimensionamento de pessoal, por meio de contratação de profissionais que formaram as equipes interdisciplinares, inclusive os profissionais que comporão os Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF, com o objetivo de aumentar a resolubilidade das Equipes de Saúde da Família. Além desses, aponta a necessidade de profissionais para apoio gerencial e administrativo das Unidades Básica de Saúde. 
A previsão dos recursos humanos necessários, tanto internos as Equipes da Estratégia Saúde da Família, quanto para seu apoio, assim como seu impacto financeiro encontra-se dimensionada nos quadros  do anexo , Quadro 21 – Recursos Humanos e Quadro 22 - Impacto Financeiro de Recursos Humanos, respectivamente.
 No anexo III, encontram–se os quantitativos de profissionais necessários, segundo as metas de curto, médio e longo prazo. 

Eixo II - Organização e Qualificação do Processo de Trabalho
 
Este eixo visa desenvolver ações que apóiem a reorganização da Atenção Primária à Saúde, o que exige uma nova lógica gerencial e de gestão do cuidado dos usuários e dos profissionais envolvidos no processo de trabalho que tem com base estruturante o Saúde da Família. Estas ações compreendem a capacitação, a formação e a educação permanente de profissionais de saúde para atender os princípios e as diretrizes organizativos da política nacional da atenção básica e, por conseqüência, aumentar a capacidade resolutiva da atenção neste nível do sistema.
Para tanto, foram elaborados quatro componentes: Componente 1- Organização e Implementação de Normas Técnicas e Rotinas Operacionais para os Serviços de Atenção Básica; Componente 2- Linhas de Cuidado/Organização dos Serviços; Componente 3- Educação Permanente; e Componente 4- Gestão da Informação, Educação e Comunicação na Atenção Primária à Saúde.
No tocante ao componente 1 - Organização e Implementação de Normas Técnicas e Rotinas Operacionais para os Serviços de Atenção Básica, foram definidos seis ações estratégicas, a saber:
- Implantação do Acolhimento nas Unidades Básicas de Saúde;
- Definição das Normas e Rotinas para os serviços de Atenção Primária à Saúde;
- Definição de diretrizes para a organização do processo de trabalho das ESF;
- Conversão do modelo de Atenção Básica Tradicional para Saúde da Família;
- Implantação dos NASF;
- Ampliação da oferta dos serviços na Atenção Básica.
No que se refere ao componente 2:  Linhas de Cuidado/Organização dos Serviços, foi definido duas ações estratégicas:
Implementação das linhas de cuidados da Atenção Integral à Saúde da Criança, da Mulher, do Adulto, do Adolescente e do Idoso;
Reorganização da lógica do trabalho a partir das unidades básicas de saúde até as Unidades de Referência.
No que tange ao componente 3: Educação Permanente – este visa inserir os profissionais da Atenção Primária à Saúde  em processos de educação permanente, em modalidades diversas, que agreguem novas habilidades e conhecimentos para cuidar dos indivíduos, famílias e comunidades a eles vinculados. Com isso, foram definidas cinco ações estratégicas:
1.Oferta de cursos de atualização para todos os profissionais que atuam nas UBS, de acordo com especificidades e necessidades locais - Educação permanente – programas de educação presenciais e a distância, elaboração de protocolos clínicos e de organização dos serviços, criação de rede de tutoria virtual;
2. Realização do Curso Técnico para Agentes Comunitários de Saúde;
3. Oferta de cursos de Espacialização em Saúde da Família à distancia e em Gestão de Redes;
4. Oferta de Residência Multiprofissional; e
5.Capacitação em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde para os gerentes das Unidades Básicas de Saúde.
 
Quanto ao componente 4: Gestão da Informação, Educação e Comunicação na Atenção Primária à Saúde, nele encontram-se previstas quatro ações estratégicas, a saber:
Inclusão Digital dos Agentes Comunitários de Saúde.
Tecnologias da Informação, Educação e Comunicação em Saúde.
Produção Editorial.
Mostra Regional de Saúde da Família.
 
Os quatro componentes e suas ações estratégicas foram fundamentados à luz do documento norteador, que se encontra no Anexo V.
Eixo III – Monitoramento e Avaliação da Atenção Primária à Saúde
 
Este eixo visa estruturar e implementar os processos de monitoramento e avaliação de modo a permitir o efetivo acompanhamento da estrutura, dos processos e dos resultados diretos e finais  das ações e serviços da Atenção Primária à Saúde nas 15 Regionais Administrativas do Distrito Federal, com a utilização de instrumentos do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB), em especial, e dos demais Sistemas de Informação em Saúde, além da ferramenta de Planejamento, Programa e Avaliação para Melhoria da Qualidade (AMQ). Para tanto, foi desenhado três Componentes com suas respectivas Ações Estratégicas, são eles:
 
Componente 1 - Avaliação de Estrutura - Refere-se ao diagnóstico da adequação da infra-estrutura física, de profissionais, de pessoal de apoio, de equipamentos necessários e de normatizações e sistemas informatizados para apoio ao funcionamento dos serviços e práticas das equipes de Saúde da Família sendo previstas três iniciativas:
Ação 1 - Avaliação de infra-estrutura física, de equipamentos, de pessoal e profissional adequados ao desenvolvimento das ações de M & A da Atenção Básica e implantação da ferramenta de Avaliação para Melhoria da Qualidade da Estratégia de Saúde da Família (AMQ) em todas as equipes de ESF de maneira progressiva;
 
Ação 2 - Normatizações, rotinas e sistemas informatizados - implementação do PROGRAB e fortalecimento do Sistema de Informações de Atenção Básica – SIAB que agrega e processa as informações sobre a população assistida (visitada e acompanhada) pelas equipes de PSF e PACS.
 
Ação 3 - Implantar a Sala de Situação nas Unidades Básicas de Saúde na Família.
 
Componente 2 – Avaliação de processos  - Refere-se às ações de prestação de serviços de saúde segundo as dimensões organizacionais, técnico-científicos e de relação interpessoal. Compreendem o diagnóstico das ações de prestação de serviços de saúde segundo as dimensões organizacionais, técnico-científicos e de relação interpessoal com as ações previstas de:
 
Ação 1 - Estruturação de Grupo de Trabalho - estruturação dos grupos de trabalho para o M&A em nível central (núcleo coordenador) e em todas as regionais (grupo ampliado);
 
Ação 2 - Criação e fortalecimento dos Conselhos Regionais de Saúde para promover a participação comunitária e atuação conjunta da comunidade nas ações de planejamento, implantação, monitoramento e avaliação (Comitês de Mortalidade Materna e Neonatal);
 
Ação 3 - Institucionalização das práticas de monitoramento e avaliação em todas as Unidades Básicas, segundo a AMQ.
 
Componente 3 - Resultados Diretos e Finais definidos em termos de acesso, adequação e efetividade em função das demandas em saúde da população e avaliação e monitoramento do impacto positivo nos dados epidemiológicos.
Ação 1 – Monitorar e Avaliar as ações previstas no Pacto pela Saúde na AB, nas Unidades básicas de Saúde.
A construção desse eixo, com seus respectivos componentes e ações estratégicas, encontra-se referenciados no Anexo VI (Documento Norteador do Eixo III – Monitoramento e Avaliação da Atenção Primária à Saúde).

Eixo IV - Estudos e Pesquisas Aplicadas
 
Nesse eixo estão previstas a realização de investigações avaliativas, tanto dos resultados do Plano em si mesmo, quanto das situações-problema identificadas, a partir dele. Visa, sobretudo, buscar evidencias da melhoria ou não das condições de saúde dos indivíduos, famílias e comunidades, cuidadas pelas equipes da Estratégia Saúde da Família. É composto por três componentes, com suas respectivas pesquisas aplicadas:
 
Componente 1 - Pesquisas dirigidas ao monitoramento e avaliação dos resultados alcançados durante a vigência do Plano de reorganização da Atenção Primária do Distrito Federal.
 
1.1 -Análise do desenvolvimento e desempenho do Sistema de Informação da Atenção Primária - SIAB. Serão contemplados aspectos do sistema tais como: a estrutura, flexibilidade, fontes de dados, fluxos dos mesmos, oportunidade e capacidade de uso na gestão.
 
1.2 - Estudo do desenvolvimento de sistemas de indicadores operacionais de monitoramento da implantação e ou implementação do PSF nas regionais de saúde.
 
1.3 - Pesquisa do grau de envolvimento de grupos comunitários, participação social e satisfação dos usuários com o modelo de atenção à saúde da família.
Componente 2 - Realizar estudos e pesquisas aplicadas à análise do processo de Educação Permanente em Saúde:
 
2.1 - Avaliação da gestão e sustentabilidade do Projeto de Inclusão Digital dos   Agentes Comunitários de Saúde e demais membros da ESF.

2.2 - Estudo avaliativo do processo de trabalho das equipes de saúde da família, quanto à definição de responsabilidades, protocolos e práticas inovadoras.

2.3 - Avaliar os resultados dos cursos de Residência Multiprofissional, cursos de Especialização em Saúde da Família e em Gestão de Redes, e Capacitação em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde.

2.4 - Pesquisa das mudanças organizativas na Atenção Primária em função dos processos de Formação, Capacitação e Educação Permanentes dos profissionais envolvidos com a ESF.

Componente 3 - Estruturar linhas de estudos e pesquisas dirigidos à avaliação dos indicadores de saúde nas ações estratégicas do pacto pela vida :
 
3. 1 - Pesquisa sobre o impacto dos resultados alcançados na rede hospitalar e unidades de urgências e emergências.
3. 2 - Estudo avaliativo do impacto da conversão do modelo de atenção à saúde - considerando a melhoria dos indicadores e situação de saúde dos indivíduos, famílias e comunidades cuidados pelas equipes de saúde da família.
3. 3 - Análise das ações educativas desenvolvidas pelos Agentes Comunitários de Saúde – ACS e suas repercussões nos indivíduos, famílias e comunidades, quanto à autonomia no cuidar de sua própria saúde e à garantia do direito à saúde.

 
Diretora de Atenção Primária  à Saúde da SES/DF: Jacira Abrantes
 
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