Governo do Distrito Federal
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15/05/18 às 8h10 - Atualizado em 18/05/18 às 16h03

Saiba como evitar acidentes com a taturana oblíqua

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Pela primeira vez a Vigilância Ambiental registrou no Distrito Federal a presença da lagarta da espécie Lonomia obliqua, também conhecida como taturana oblíqua.

 

Colônias do animal foram identificados recentemente em duas residências no Lago Sul, uma em Brazlândia, duas no Park Way e duas no Lago Norte.

 

Em apenas dois dias, o Centro de Informação e Investigação Toxicológica do Samu/DF (Ciatox) recebeu cerca de 200 pedidos de informações sobre lagartas. “A maior parte não era lonomia”, diz a toxicologista Andrea Amora de Magalhães, ressaltando que não é indicado matar qualquer que seja a espécie. “Além de causa desequilíbrio ambiental, as da espécie lonomia são utilizadas para produzir o soro contro a substância delas”, diz.

 

Devido ao veneno produzido pela espécie lonomia, que pode ocasionar sangramentos e até mesmo o óbito, a Secretaria de Saúde faz algumas orientações para a população evitar contatos acidentais.

 

“Ao encontrar estas e outras lagartas, é importante contatar a Dival para recolhimento de amostra, identificação e auxílio no controle. A ideia é que população nos contate para saber se o tipo de lagarta encontrada oferece risco ou não”, informa o biólogo da Vigilância Ambiental Israel Martins.

 

 

Segundo ele, o reconhecimento desta espécie não é difícil, pois ela apresenta características bem específicas. “É recoberta por cerdas (espinhos) cuja forma lembra pequenas ‘árvores de natal’, espinhos estes que contém veneno; apresentam coloração geralmente esverdeada; e mancha branca na forma da letra“U”, informa.

 

 

Em caso de dúvida, o cidadão pode enviar a foto da lagarta para o telefone do Centro de Informações Toxicológicas (Ciatox), que funciona 24h: 99288 9358. “A gente também dá orientações de como proceder, em caso de acidente com uma delas”, diz Andrea.

 

Para inspeção, a Dival pode ser contatada no telefone 99287 6635 e nos e-mails dir.dival@saude.df.gov.br, gevac.dival@saude.df.gov.br e gevapac.dival@gmail.com.

 

SORO – A rede de saúde está abastecida com o soro anti-lonomia, sendo o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) referência para ministrar o medicamento.

 

A toxicologista Andrea Amora, em caso de contato acidental com a lagarta Lonomia obliqua, o primeiro passo é lavar o local afetado com água e sabão e, posteriormente, procurar uma unidade de saúde mais próxima para saber sobre a necessidade de uso do soro.

 

“Quando acontecer o acidente, a pessoa pode procurar qualquer unidade de saúde, que os profissionais entram em contato com o Hran para pedir o soro”, afirma o subsecretário de Vigilância à Saúde, Marcus Quito.

 

TEXTO: Leandro Cipriano, da Agência Saúde

 

Centro toxicológico esclarece sobre lagartas encontradas no DF