Governo do Distrito Federal
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27/05/20 às 10h00 - Atualizado em 27/05/20 às 13h50

Telecovid já atendeu 8.518 ligações desde a sua criação

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Serviço com atendimento 24h recebe mais ligações do público feminino

 

ÉRIKA BRAGANÇA, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde

Criado para melhorar o acesso da população às informações sobre novo coronavírus, o Telecovid, que funciona desde o dia 14 de março, já atendeu a 8.518 ligações de cidadãos com dúvidas ou buscando orientação sobre a Covid-19. Outras 6.136 ligações foram direcionadas a demais  serviços da Saúde, totalizando 14.654 chamadas atendidas. A maioria dessas ligações foi feita por mulheres (4.727). O público masculino fez 3.302 chamados para a central telefônica. A faixa etária que mais procura o serviço está entre 30 a 39 anos, com 1.910 ligações, seguida do público de 40 a 49 anos que concentra 1.690 ligações.

 

A febre foi o sintoma mais relatado no teleatendimento com 3.557 queixas, seguida de tosse e dor de cabeça. De todas ligações, 201 pessoas retornaram relatando seu resultado positivo e 4.400 pessoas foram mapeadas como caso grave*. A região administrativa que mais utilizou o serviço foi Ceilândia com 1.180 chamadas, seguida por Samambaia (702) e Taguatinga (698). As doenças mais citadas foram relacionadas ao coração e a Diabetes.

 

O secretário de Saúde, Francisco Araújo, lembra que, com mais de dois meses de atendimento, “os profissionais do gabinete de crise da Saúde já conseguem traçar um história para os chamados, bem como compartilhar as informações para melhorar a estratégia de combate à doença”. Ele destaca que esse é mais um serviço importante que foi criado pela rede de saúde pública do Distrito Federal e que está ajudando a população neste momento de grave crise da Covid-19.

 

MAPEAMENTO – O canal, que também surgiu para desafogar a linha 192, hoje, produz informações qualificadas para atuação das equipes da Saúde. É possível identificar até as morbidades, além do sexo e idade, a localidade em que a pessoa está. Nesse período, cerca de 1,4 mil pessoas informou ter alguma doença cardiológica. São perguntas feitas pelos atendentes que permitem realizar esse mapeamento qualificado. Antes do surgimento do Telecovid, as pessoas ligavam no serviço do Samu (192) sobrecarregando as linhas que têm função voltada para o atendimento de urgência.

 

Alexandre Garcia, diretor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do DF (Samu), relatou um aumento de 30% dos atendimentos voltados apenas para a doença. Ele recorda o período em que o serviço foi criado e, que hoje, faz parte da estratégia de combate à doença.

 

“Antes de estabelecer o Telecovid, tivemos um aumento considerável de ligações no serviço 192. Diante dessa nova realidade e de outras demandas do governo, fechamos a parceria com as forças de segurança e números já conhecidos pelos cidadãos que foram o 190, 193 e 199. A partir disso, passamos a atender nesses números de forma direcionada à Covid-19 com apoio de servidores e, posteriormente, com alunos do último ano de medicina e o BRB”, relata.

 

Na equipe de retaguarda do Samu, Garcia destaca os 20 profissionais que ajudam diariamente nas ligações e um “bastidor de sacrifício”. Além dos servidores, conta com a parceria dos alunos da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS), Universidade Católica de Brasília (UCB) e seus professores. Foram colegas médicos professores que entraram em contato oferecendo ajuda e, principalmente, relatando as turmas de estudantes que estavam sem aula. Todos cursam o último semestre e receberão o devido reconhecimento do Samu, podendo, então, colocar essa contribuição em seus currículos.

 

“Não podia deixar de destacar essa parceria e contribuição dos alunos e professores. Os servidores nem se fala porque, prontamente, no dia seguinte ao acordo, já estávamos atendendo. Não tivemos aumento de pessoal, mas abraçamos a missão. Graças a esse esforço conjunto, conseguimos voltar os atendimentos do SAMU para a sua finalidade, que hoje só para transferência de UTI teve um aumento de 20%”, destacou.

 

O diretor observa um amadurecimento na busca pela informação e serviço do Telecovid. No início, as perguntas eram diversas e perdidas, atualmente, as dúvidas são qualificadas como a busca pela testagem rápida e por locais de atendimento, bem como médicos que ligam pedindo orientação quanto ao fluxo de atendimento na rede. Aponta ainda que a ligação é o primeiro passo para a população antes de qualquer atitude. Evitar sair de casa e se expor é uma proteção importante.

 

“Antes tinha de tudo, hoje está mais direcionado e específico. Colegas médicos ligam para conversar sobre paciente, serviço privado pedindo informações sobre testes e o fluxo na rede pública e até dentro da rede temos chamadas sobre o encaminhamento para as demais unidades e hospitais de referência. Orientamos ainda a população a sempre procurar o Telecovid antes e evitar as emergências. O serviço está apto a dar as melhores informações”, conclui.

 

As pessoas que desejam tirar dúvidas e procurar orientações sobre o coronavírus podem ligar nos telefones 190, 193 e 199. O atendimento acontece 24 horas por dia e auxilia no combate e prevenção ao Covid-19. O Telecovid oferece orientações que abordam desde a forma correta de higienizar as mãos até como proceder em situações mais graves.

 

Arte: Rafael Otoni/Agência Saúde

 

*Série que concentra dados até 15/04.