Governo do Distrito Federal
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2/02/18 às 10h11 - Atualizado em 30/10/18 às 15h18

Tratamento da hanseníase na fase inicial pode evitar incapacidades

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Doença tem cura e o diagnóstico na fase inicial é crucial, alerta dermatologista 

BRASÍLIA (2/2/18) – Perda de movimentos e deformidades podem fazer parte das sequelas da hanseníase quando não tratada na fase inicial. O alerta é da médica dermatologista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal Janaina Amorim Barbaresco, em razão do Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase e lançamento pelo Ministério da Saúde, nessa quarta-feira (31), da campanha para incentivar diagnóstico precoce e busca ativa de casos da doença.

No Distrito Federal, são diagnosticados aproximadamente 200 novos casos da doença por ano. Para conscientizar a população, diversas unidades de saúde do DF afixaram cartazes informativos, sensibilizam pacientes e servidores sobre o diagnóstico precoce, bem como promovem mobilizações com ações educativas.

“A hanseníase é doença infecto contagiosa crônica, causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen. O tratamento é feito com medicação de uso oral, padronizado pelo Ministério da Saúde, e varia de seis meses a um ano”, explica a profissional de Vigilância Epidemiológica em Hanseníase. A terapia gratuita está disponível em todas unidades básicas de saúde, sendo o diagnóstico eminentemente clínico epidemiológico.

Os principais sinais e sintomas são: manchas de cor esbranquiçada, avermelhada ou amarronzada na pele, bem como áreas com alteração da sensibilidade térmica, dolorosa ou tátil. Também há o espessamento de nervos periféricos, associado a alterações sensitivas, como dormências, perda do tônus muscular, retrações dos dedos com desenvolvimento de incapacidades.

A transmissão ocorre por meio das vias aéreas respiratórias superiores, do contato íntimo e prolongado com uma pessoa doente, que ainda não iniciou o tratamento. O período de incubação varia de seis meses a cinco anos.

“É importante que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível, para a instituição do tratamento adequado, a fim de evitar as incapacidades. Além disso, é imprescindível o exame clínico dos contatos do paciente. Desta forma, a cadeia de transmissão da doença pode ser interrompida”, alertou a profissional.

Segundo ela, muitos pacientes recebem o diagnóstico em fase avançada, por isso, podem chegar com incapacidades irreversíveis. “É possível prevenir as sequelas. Tem cura e tem tratamento efetivo, por isso, um dos objetivos da luta contra a hanseníase é exatamente esclarecer a população”, finalizou.

CAMPANHA NACIONAL – A campanha foi lançada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, em Belém (PA). As peças da campanha, veiculadas nacionalmente, trazem o slogan Hanseníase: Identificou. Tratou. Curou. O objetivo é alertar a população sobre sinais e sintomas da doença, estimular a procura pelos serviços de saúde e mobilizar profissionais de saúde na busca ativa de casos, favorecendo assim o diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a prevenção das incapacidades.

O público prioritário são homens na faixa etária entre 20 e 49 anos, já que é a parcela da população com maior número de casos diagnosticados. Também deve ser dada atenção especial ao público idoso, por se tratar de um grupo com alta taxa de detecção de casos novos com grau dois de incapacidade físicas (incapacidades visíveis) causadas pela hanseníase. Para alcançar essa população, a sensibilização entre profissionais de saúde será fundamental, bem como a busca ativa de casos novos em espaços de convivência (ambiente domiciliar e social).