Governo do Distrito Federal
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24/03/15 às 15h35 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Policiais são capacitados para aperfeiçoar atendimento nos CAP´S

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Militares recebem orientações sobre abordagens nas ruas

BRASÍLIA (24/3/15) – Uma turma de 300 soldados da Polícia Militar do Distrito Federal está passando por um treinamento, nesta semana, para realizar uma abordagem diferenciada com as pessoas em dependência química. A capacitação é realizada pela equipe do Centro de Atenção Psicossocial AD III (CAPS) de Samambaia, e consiste em apresentar os serviços oferecidos na unidade para que eles encaminhem as pessoas ao tratamento.

“Nos tornamos parceiros. Percebemos a mudança na abordagem da polícia, que deixou de ser estritamente de repressão, mas para uma abordagem com foco no tratamento. Sem o tratamento, dificilmente o usuário terá chances de retornar a sociedade e não cometer delitos. O Caps passa a ser um ponto de referência para o trabalho desses policiais”, destacou a chefe de Enfermagem do CAPS AD III de Samambaia, onde ocorre o treinamento, Andressa Alves.

Para o treinamento, os policiais são divididos em grupos de 50 militares que aprendem sobre a evolução do tratamento, quais são os efeitos e sinais de quem utiliza, além de compreender sobre como é feito o atendimento nos CAPs. Na parte prática, os militares visitam outras unidades, como a de Ceilândia, para ver como é o funcionamento.

“Os polícias vêm para conhecer o serviço, entender o fluxo dos usuários. Tentamos fazer o relato da construção histórica dos centros, que vieram como um equipamento para dar o acompanhamento com base comunitária a essas pessoas, as quais os policiais também encontram na rua e que podem encaminhar ao CAPs”, explicou Andressa Alves.

ATENDIMENTO – Após a pessoa em dependência química receber o primeiro atendimento, são verificadas quais são as demandas mais urgentes de saúde e são feitos os encaminhamentos às unidades de saúde necessárias. O tratamento é feito com base em um projeto terapêutico singular, que envolve trabalho em grupos e individuais, assim como o resgate no mercado de trabalho, moradia e vínculos familiares.

Os Caps também possuem Unidade de Acolhimento, onde quem está em tratamento pode permanecer por até seis meses para se recuperar. “O local é como se fosse uma casa para acolher quem precisa de mais atenção e cuidados intensivos da equipe”, explicou a chefe de enfermagem.

Entre os profissionais que atendem o usuário estão médicos, psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, que trabalham em conjunto.

As unidades que atuam com foco no tratamento contra alcoolismo e o uso de entorpecentes para os adultos são os de Samambaia, Santa Maria, Ceilândia, Plano Piloto e Sobradinho. Já as cidades onde é possível encontrar atendimento viltado ao público infantil e jovens com até 18 anos de idade são Taguatinga e Plano Piloto.

As unidades, em sua maioria, funcionam das 7h às 18h, sendo que algumas estendem o horário até às 22h, como o CAPS AD III de Samambaia. O serviço pode ser procurado sem marcação e não é necessário qualquer tipo de encaminhamento.