Governo do Distrito Federal
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3/04/13 às 19h16 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

Treinamento sobre classificação de risco

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Capacitação no HRAN reúne profissionais da rede pública

Médicos, enfermeiros e gestores que atuam nas emergências participam até sexta-feira (05), no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), do curso de Implantação do Protocolo de Manchester. “O curso tem como objetivo qualificar a equipe para a Classificação de Risco, a fim de priorizar os pacientes conforme a gravidade clínica que apresentarem no pronto-socorro”, informa o diretor do HRAN, Valdir Nunes.

“São 20 alunos por dia. Como o curso está sendo realizado no HRAN, foi dada prioridade aos servidores da unidade”, afirma a assistente da Gerência de Enfermagem, Edna Pessoa Costa. De acordo com ela, as vagas remanescentes foram preenchidas com profissionais do Hospital de Base, Hospital Regional de Ceilândia e Hospital Materno-Infantil de Brasília.

Edna Costa destaca os benefícios do Protocolo de Manchester. “Vejo como uma proposta de melhoria. Esse protocolo pretende reduzir ainda mais o número de óbitos. Classifica-se o paciente mediante a urgência de atendimento e não por horário de chegada. Além disso, o Sistema de Manchester permite traçar o perfil do público que busca atendimento na unidade e assegurar os insumos necessários”, comenta Edna.

O médico Luiz Alberto de Castro Júnior concorda que com a Classificação de Risco do Ministério da Saúde houve redução do número de óbitos e também cita a diminuição do tempo de espera no atendimento. “A expectativa é a melhor possível para que a consigamos implementar a Classificação de Manchester”, afirma o médico que trabalha na Emergência do HRAN e está na Secretaria de Saúde (SES/DF) desde 1976.

O enfermeiro Cléstenes Melo, que trabalha na SES/DF há 20 anos e há 9 anos atua no pronto-socorro do HRAN, afirma que percebeu avanços. “A chegada da informatização, otimizou e agilizou o processo de Classificação de Risco, pois antes preenchíamos as fichas à mão. Com esse curso, espero aperfeiçoar nosso conhecimento técnico em relação ao acolhimento”, relata o enfermeiro.

O protocolo de Manchester é desenvolvido em 17 países. Esse sistema confere ao paciente triado uma cor – vermelho, laranja, amarelo, verde ou azul – dependendo dos sintomas e da gravidade. Além disso, determina o tempo de espera. Para cores vermelha e laranja, que indicam casos mais graves, por exemplo, o tempo de espera por atendimento deve ser de no máximo dez minutos.

Patrícia Kavamoto