Governo do Distrito Federal
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29/05/18 às 17h58 - Atualizado em 29/05/18 às 17h59

Vacinação contra a gripe é prorrogada até 15 de junho

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Grupo com maior cobertura vacinal foi de idosos – Mariana Raphael

 

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe será prorrogada até o dia 15 de junho em todo o país. A recomendação, do Ministério da Saúde, foi adotada em decorrência dos possíveis impactos da paralisação dos caminhoneiros no transporte público e nos atendimentos em serviços de saúde.

 

A campanha estava prevista para encerrar nesta sexta-feira (1º), sendo que 100% das doses da vacina (60 milhões) já foram distribuídas aos estados, que estão devidamente abastecidos.

 

Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do DF nesta terça-feira (29) aponta que, até agora, 585,8 mil pessoas foram imunizadas. O número corresponde a 82,8% da meta estabelecida.

 

“Ainda não atingimos a meta de 90% do total do público alvo, que é de 706.988 pessoas, nem por grupos como os das crianças, gestantes e puérperas”, destacou a diretora de Vigilância Epidemiológica da pasta, Maria Beatriz Ruy.

 

De acordo com os dados, até agora, foram vacinadas apenas 102.960 mil das 181.956 crianças (56,6%), 20.307 das 32.495 gestantes (62,5%) e 4.118 das 5.342 puérperas (77,1%).

 

Por outro lado, o grupo de idosos foi o mais foi vacinado, já que a cobertura chegou a 100,9%, com 205.443, sendo o esperado 203.639. Outros grupos imunizados expressivamente foram o de pessoas com comorbidades (117.324 ou 98,6%), professores (36.607 ou 87,4%) e trabalhadores da saúde (85.448 ou 86,9%).

 

Iniciada no dia 23 de abril, a ação conta com 114 salas de vacinação distribuídas entre as unidades básicas de saúde (UBS) do DF.

 

PÚBLICO-ALVO – Os grupos a serem vacinados em 2018 são: trabalhadores de saúde, pessoas de 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto) e indígenas.

 

Também fazem parte os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens que estejam cumprindo medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. Também foram incluídos nos grupos alvo para a vacinação, os professores das escolas públicas e privadas.

 

NÚMEROS – No DF, em 2018, até a semana epidemiológica n° 20, foram notificados 834 casos pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 676 em moradores do DF.

 

Das notificações da Vigilância Universal da SRAG em moradores do DF, 55,8% (377/676) dos casos foram positivos para vírus respiratórios, 16,3% (110/676) foram negativas para vírus respiratório e 16,7% (113/676) permanecem em investigação, e em 11,2% (76/676) dos casos não houve coleta.

 

Dos 377 casos positivos para vírus respiratórios, em 64,5% (243/377) dos casos foi isolado o vírus sincicial respiratório (VSR), em 11,9% (45/377) dos casos foi isolado o metapneumovírus, o vírus o influenza A (H1N1) em 11,4% (43/377), o influenza A(H3N2) foi isolado em 3,4% (13/377) dos casos e o influenza B 1,6% (6/377).

 

Dos casos de SRAG positivos para vírus respiratório, a maioria ocorreu em menores de 5 anos, sendo 60,0 % (227/377) em menores de 1 ano de idade e 17,0% (64/377) em crianças de 1 a 4 anos. As demais faixas etárias podem ser observadas na figura 5. A maior incidência dos casos de SRAG confirmados por vírus respiratório está entre os menores de 1 ano com 538,9 casos/100.00 habitantes, seguidos das crianças de 1 a 4 anos com 37,9 casos/100.00 habitantes. A incidência de casos no DF é de 12,4 casos/100.000 habitantes.

 

Até o momento foram confirmados 11 casos de SRAG em gestante, sendo quatro positivos para influenza A (H1N1), dois positivos para VSR, dois para influenza A (H3N2), um para metapneumovírus, um para Parainfluenza 2, e um para Influenza B. Todos evoluíram para cura, com incidência de 7,5 casos/100.00 gestantes.

 

Além disso, foram confirmados 09 óbitos de SRAG por vírus respiratório em moradores do DF, com letalidade de 2,4%, sendo três causados por Influenza AH1N1, três por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um por adenovírus, um por metapneumovírus e um por Influenza A não subtipado.

 

Confira abaixo algumas medidas que evitam a transmissão da gripe e outras doenças respiratórias:

 

– Higienização das mãos, principalmente, antes de consumir algum alimento

– Utilizar lenço descartável para higiene nasal

– Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir

– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca

– Higienizar as mãos após tossir ou espirrar

– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas

– Manter os ambientes bem ventilados

– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe

– Evitar sair de casa no período de transmissão da doença

– Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados)

– Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos

 

TEXTO: Ailane Silva, da Agência Saúde