Governo do Distrito Federal
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13/05/14 às 19h18 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Vigilância Sanitária credita 52 estabelecimentos com conceito A

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Meta é categorizar 300 estabelecimentos

A Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (Divisa/SES-DF) creditou com o selo de qualidade os estabelecimentos localizados em Brasília e que vendem pratos à lacarte, self services, sanduíches, sucos naturais, fast food, shushi/sashimi, massas, entre outros.

De 212 estabelecimentos inspecionados, 52 (24.5%) ganharam nota A; 63 (29,7%) B e 62 (29,2%) receberam C. Outros 35 estabelecimentos (16,5%) não atenderam aos requisitos. A meta é avaliar 300 estabelecimentos em Brasília.

As notas consideradas boas são A, B e C. Os estabelecimentos nota A não possuem nenhum descumprimento de normas sanitárias. Os casos B e C são locais que ainda têm alguma pendência, mas não são reprovados, podem ser frequentados. “Os estabelecimentos com notas C e B podem ter pendências, mas não são aquelas que tornam a comida e o serviço reprovados e eles já estão em fase para conseguir o conceito A”, afirma André Godoy, gerente de Alimentos da Divisa.

As análises foram divididas pela categorização geográfica, que considera a localização dos serviços de alimentação e as rotas turísticas. “Como alguns jogos realizados pela Copa do Mundo acontecerão no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, localizado na região central, os pontos mais próximos desse estádio foram inspecionados e categorizados, mas a ideia é dar continuidade e expandir em todo o DF”, explica o gerente.

Os estabelecimentos verificados são das regiões de Brasília Norte e Sul (incluindo Asas Sul e Norte, hotéis, shoppings, Setor Comercial Norte e Sul, Setores Bancários e toda a região administrativa do Plano Piloto), Octogonal, Sudoeste, Guará, Cruzeiro, Lago Norte e Lago Sul.

Selo
A proposta de categorização dos serviços de alimentação no Brasil é uma iniciativa pioneira no DF e foi baseada em experiências bem sucedidas em cidades como Los Angeles, Nova Iorque e Londres. As lojas recebem um selo de qualidade que fica exposto logo na entrada do estabelecimento e que tenha visibilidade para os usuários.

Copa
O selo de qualidade é uma iniciativa da vigilância sanitária em articulação com o Ministério da Saúde. As vigilâncias sanitárias das cidades participantes serão responsáveis pela inspeção dos serviços de alimentação que serão apresentados aos cidadãos em forma de projeto piloto. A Copa do Mundo foi considerada o momento oportuno para sua execução. O processo inicial de categorização será concluído no fim de maio. Alguns restaurantes no DF ainda estão em fase de inspeção e se adequando às normas.

Categorização
No DF, as fiscalizações sanitárias começaram desde 2011, quando vários estabelecimentos foram inspecionados pela Divisa. A partir daí, o órgão definiu várias estatísticas para validar o processo de implantação do selo.

O objetivo é classificar os serviços de alimentação com base em um instrumento de avaliação que prioriza os aspectos de higiene de maior impacto para a saúde. Essa classificação ficará disponível ao consumidor em sites dos órgãos responsáveis.

Melhorias
O objetivo maior desse projeto é construir um quadro sanitário que servirá como:

•Instrumento norteador da atuação da vigilância sanitária;
• Orientador de estratégias mais efetivas;
• Melhoria contínua dos alimentos e serviços ofertados ao consumidor;
•Informação para o consumidor sobre qualidade sanitária dos estabelecimentos;
•Utilização de notas “A”, “B” ou “C”;
• Possibilidade de que a população leve em conta a questão sanitária na sua tomada de decisão e que as escolhas sejam mais conscientes;
• A obrigação dos estabelecimentos de ser conceito “A”.

Exigências
Para conseguir o selo de qualidade A, B ou C, a loja deve estar em dia com as regras sanitárias. As lojas consideradas reprovadas são aquelas que receberam notas de D para baixo ou ficaram sem categorização.

“A ideia é mostrar para o consumidor a qualidade sanitária dos serviços de alimentação que ele utiliza. Com o objetivo de melhorar o perfil sanitário dos estabelecimentos, com a conscientização do cidadão e da responsabilização do setor regulado pela garantia do cumprimento de regras definidas pela Vigilância Sanitária”, ressalta André Godoy.

Seguem abaixo alguns quesitos que fazem parte do rol de exigências da Vigilância Sanitária:
– abastecimento de água potável para manipulação dos alimentos e reservatórios adequados;
– estruturas e instalações com lavatórios de mãos e produtos destinados à higiene pessoal (como sabonete antisséptico);
– higienização de instalações, equipamentos, móveis e utensílios;
– controle integrado de vetores e pragas urbanas com existência de ações eficazes e contínuas para impedir a proliferação destes parasitas;
– manipuladores de alimentos devem utilizar roupas adequadas, cuidar da higiene das mãos e não devem fumar, falar, espirrar ou tossir, nem comer enquanto manipulam o alimento;
– matéria-prima, ingredientes e embalagens devem ser inspecionados na recepção, fracionadas adequadamente acondicionadas e identificadas com: designação do produto, data de fracionamento e prazo de validade após abertura ou retirada da embalagem original;
– preparo do alimento: produtos perecíveis expostos à temperatura ambiente somente pelo tempo mínimo necessário para preparação; alimentos submetidos ao descongelamento devem ser mantidos sob refrigeração se não forem imediatamente utilizados e não podem ser recongelados;
– possuir termômetro comprovadamente calibrado para a aferição da temperatura dos alimentos. Temperaturas adequadas e monitoradas de acordo com o tipo de alimento,
– armazenamento, transporte, exposição do alimento, registro e responsabilidade devidamente nos padrões exigidos.

Veja a lista dos estabelecimentos com nota A, clique aqui.

Por Alessandra Franco, da Agência Saúde DF