Governo do Distrito Federal
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26/06/20 às 16h32 - Atualizado em 26/06/20 às 17h58

Vigilância Sanitária orienta prestadores de serviços para evitar contaminação

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Preocupação é com o retorno dos serviços de lavanderia, tinturaria e toalheiros e os riscos de transmissão da Covid-19

 

ÉRIKA BRAGANÇA, AGÊNCIA SAÚDE

 

Foto: Freepik

Com o retorno das atividades de forma gradual no Distrito Federal, vários serviços estão sendo reabertos. A Vigilância Sanitária tem divulgado diversas notas técnicas de orientação aos estabelecimentos de acordo com a natureza do negócio com as regras e exigências sanitárias para que esses estabelecimentos funcionem. No caso da área de lavanderia, tinturarias e toalheiros, as medidas de prevenção e controle devem ser implementadas na recepção das peças têxteis no momento da lavagem, e na entrega ao consumidor. Ao todo, foram 123 fiscalizações já realizadas nesse tipo de comércio.

 

A nota técnica destaca serem essenciais os cuidados com os profissionais, estruturas e climatização, equipamentos e com a limpeza e desinfecção. São orientações mínimas a serem seguidas e, caso necessário, outras medidas mais rigorosas não definidas no documento podem ser determinadas para avaliação de casos específicos.

 

No estabelecimento, o uso de máscara é obrigatório para todos, inclusive para os clientes que deverão manter a distância mínima de dois metros. O uso do autosserviço de lavagem e secagem de roupas está proibido. Os profissionais deverão utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs), tanto na atividade de recebimento das roupas dos clientes, quanto para o processo de lavagem (antes e durante), conforme o risco a que se expõem.

 

Segundo Márcia Olivé, chefe de fiscalização da Vigilância Sanitária, nesse tipo de serviço os trabalhadores são os que mais correm risco pois não há um controle sobre a origem das roupas. Nas fiscalizações, a profissional destaca que a falta comum encontrada é exatamente no EPI. Tanto as empresas não fornecem os equipamentos adequados, armazenamento e quantidade correta, bem como trabalhadores que dispõem dos itens não utilizam da maneira certa.

 

“O que mais temos encontrado no meio comercial são falhas com EPIs. São materiais que realmente vão trazer a segurança para realizar o trabalho em todas as etapas. Afinal, nesses lugares, as roupas que chegam não têm etiqueta e nem a indicação de sua procedência. Inclusive, trabalhadores da saúde são um público importante a ser considerado e que pode contaminar superfícies e a própria vestimenta do profissional. A pessoa manipula esse material mais de uma vez”, ressaltou.

 

Para os trabalhadores é recomendado além do uso da máscara N95, óculos de proteção, luvas de procedimento, botas impermeáveis sem aberturas, aventais para recebimento das roupas e outro impermeável para ser utilizado na separação e lavagem. Deve utilizar ainda roupa privativa que compreende calça comprida, blusa de manga comprida com punhos. Elas devem ser restritas ao uso dentro do estabelecimento. Ao mesmo tempo, devem ser lavadas e trocadas diariamente sendo proibido levá-las para o domicílio.

 

Além da fiscalização em lavanderias comerciais, a Visa-DF já visitou as lavanderias de hotéis, motéis e hospitais da cidade. Todas tiveram uma boa avaliação pelo órgão, necessitando apenas  de ajustes pontuais. Olivé ressalta que os estabelecimentos possuem lavanderias próprias e estão acostumados a seguir o padrão normativo da Anvisa.