Governo do Distrito Federal
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25/11/15 às 16h57 - Atualizado em 30/10/18 às 15h13

Violência ainda faz parte da vida das brasilienses

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Foram 10,5 mil notificações de 2010 a 2014

BRASÍLIA (25/11/2015) – Muito tem se falado sobre a violência contra as mulheres em todo o Brasil. No Distrito Federal, a realidade não é diferente. A agressão faz parte da vida das brasilienses, conforme apontam os dados  divulgados pela Subsecretaria de Vigilância a Saúde da Secretaria de Saúde, nesta quarta-feira (25), Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres.

Foram 10.534 notificações de 2010 até 2014, sendo que no primeiro ano o número chegou a 1.192 casos; no segundo, 1.796; e no terceiro, 2.398. O maior salto nos registros foi em 2013, ao serem contabilizadas 2.948 notificações. Em 2014, as registros baixaram para 2,2 mil. Os dados foram obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

“Hoje em dia percebemos que as mulheres têm buscado mais a assistência e estão encorajadas a denunciar as agressões”, destacou a Segatto, ao destacar que o atendimento das pessoas que sofrem agressão na rede pública de saúde do Distrito Federal é referência para o Ministério da Saúde.

As regiões administrativas que lideram o ranking no número de casos são Ceilândia 1250 (11,9%), Gama 894 (8,5%) e Samambaia 826 (7,8%). Já em um recorte de 2014, as mulheres que mais sofreram agressão física tinham entre 20 e 34 anos. Quanto à violência sexual, as principais vítimas foram 513 crianças e jovens de 0 a 19 anos.

Embora em 47,4% das notificações não tenha sido definida a escolaridade das vítimas, nos demais casos, as mulheres mais agredidas tinham cursado entre 5ª e a 8ª série incompleta do ensino fundamental, representando 11% do total.

ACOLHIMENTO – A Secretaria de Saúde do DF proporciona diversas capacitações aos profissionais que lidam diretamente com o atendimento a essas vítimas, o que tem facilitado às notificações. “Os servidores estão cada vez mais capacitados para lidar com todos os tipos de violência contra a mulher e a melhor forma de atendê-las.”, informou a diretora da Vigilância Epidemiológica, Cristina Segatto.

Para o atendimento a vítimas de violência sexual, existe a Rede de Serviços de Atenção Integral à Saúde de Pessoas em Situação de Violência Sexual (Rede Esperança), composta por 21 Programas de Pesquisa, Atenção e Vigilância em Violências (PAVs).

O serviço funcionam como ponto de apoio à rede de saúde na atenção a violência, com ações de promoção, prevenção, atendimento, vigilância em saúde e capacitação nas regionais para qualificar o atendimento e instrumentalizar a notificação compulsória.

Veja aqui o boletim completo com os dados das notificações