Governo do Distrito Federal
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16/12/19 às 17h18 - Atualizado em 17/12/19 às 16h32

Vencedores do 1º Hackathon inovam com plataforma multiferramenta contra dengue

Maratona buscou soluções tecnológicas para promover o controle e a prevenção do mosquito

 

A equipe FFA foi a vencedora do 1º Hackathon em Saúde Pública do DF – Combate à Dengue, encerrado na sexta-feira (13), no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (CDT). A maratona de inovação, que se desdobrou em cinco dias, buscou soluções tecnológicas para promover o controle e a prevenção da dengue no DF, considerando critérios como previsão e educação.

 

A equipe vencedora levou o prêmio de R$ 6 mil e conquistou a oportunidade de ficar seis meses imersa no hotel de projetos do Parque Científico e Tecnológico (PCTec) da UnB, onde seus componentes poderão atuar diretamente com o grupo de pesquisas da saúde da universidade e aperfeiçoar a solução desenvolvida.

 

O grupo desenvolveu o Programa de educação sobre dengue, registro e orientação. A proposta consiste em uma plataforma multiferramenta voltada para coleta, análise e uso inteligente de informações para profissionais da saúde, agentes de vigilância e população.

 

O programa oferece três ambientes: aplicativo voltado para educação, orientação e ação social da população; ferramenta de sala de controle para gestores alimentada com informações em tempo real sobre focos, incidência da dengue, gráficos e mapas de geolocalização; e, por fim, formulário a ser utilizado por profissionais e instituições de saúde para coleta de informações de pacientes.

 

SOLUÇÕES – O segundo lugar da maratona, premiado com R$ 3 mil, coube à equipe que desenvolveu a plataforma Foco no foco – o combate é de todos. No aplicativo, a ideia é integrar a sociedade, o governo e estabelecimentos comerciais das áreas administrativas, gerando bonificações para os usuários que poderiam ser trocados por serviços e produtos públicos e privados.

 

A terceira colocação ficou para o projeto e-Dengue, que levou o prêmio de R$ 1 mil reais. O grupo se baseou no ciclo de vida completo do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, que dura somente sete dias, enquanto o tempo de análise e resposta das ações de vigilância leva, hoje, mais de 70 dias. A plataforma tem o objetivo de agilizar o processo de vigilância e fiscalização e de facilitar a análise estatística dos dados de monitoramento.

 

Esse projeto também prevê um aplicativo para a comunidade baseado em educação, denúncia de focos e oferta de orientações. Já para os gestores, a plataforma prevê um painel alimentado pelas informações fornecidas pelo app com a construção de mapas de calor, geração de informações baseadas em geolocalização e gerenciamento por regiões.

 

EVENTO – Ao todo, o hackathon contou com 34 participantes que, divididos em quatro equipes, passaram a semana recebendo instruções e mentorias de especialistas em Tecnologia da Informação (TI) e em Saúde para trabalhar em projetos de aplicativos, softwares e plataformas que possam atender à encomenda apresentada.

 

De acordo com o regulamento, os participantes do hackaton cedem toda a propriedade intelectual decorrente das soluções desenvolvidas para a Fepecs, que poderá, a seu critério, promover a proteção, em nome próprio, dos direitos de propriedade intelectual das ferramentas. O objetivo é que o conhecimento e a tecnologia sejam incorporados à rotina de atuação do GDF, por meio da Secretaria de Saúde (SES) e da Fepecs, nas ações de combate à dengue.

 

Além da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), participaram da elaboração do 1º Hackathon em Saúde Pública do DF a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio das entidades promotoras da Mostra Brasília Mais TI e em parceria com o Sindicato das Indústrias da Informação do DF (Sinfor), a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde do DF (Fepecs) e a UnB.

 

Da Agência Saúde, com informações da FAPDF