Governo do Distrito Federal
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13/04/15 às 16h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h12

Aberta programação da Semana Mundial de Alergia no DF

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Atividades serão promovidas em diversas unidades de saúde

BRASÍLIA (13/4/15) – A abertura das atividades da Semana Mundial de Alergia, promovidas pela Secretaria de Saúde, ocorreu nesta segunda-feira (13), na sede do órgão. Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que 30% da população mundial possua algum tipo de alergia e para alertar a população sobre os riscos, serão promovidas uma série de atividades a partir de hoje nas unidades de saúde.

“Cada um de nós provavelmente tem ou possui alguém na família com alergia. Temos que alertar que um problema desse tipo, muitas vezes, parece simples, mas pode tomar grandes proporções e comprometer muito a qualidade de vida de quem desenvolve o problema”, enfatizou o secretário adjunto de Saúde, José Rubens Iglesias.

“As pessoas pensam que ações como coçar o nariz com frequência ou sempre estar com nariz obstruído é comum, normal. Na verdade, elas podem estar convivendo com doenças crônicas e não sabem”, completou a coordenadora da Especialidade de Alergia e Imunologia da SES, Marta de Fátima Cunha.

Segundo ela, a SES oferece a especialidade de alergia e imunologia em nove unidades: Hospital de Base, Hospital da Criança de Brasília, Hospital Materno Infantil de Brasília, Hospital Regional da Asa Norte, Hospital Regional de Sobradinho, Hospital Universitário de Brasília, Unidade Mista de Taguatinga, Centro de Saúde 1 do Paranoá e Centro de Saúde 2 do Recanto das Emas.

De acordo com Marta Cunha, durante a palestra “O impacto econômico e pessoal das alergias respiratórias”, apenas para o diagnóstico de asma, são aproximadamente 450 mil pessoas no DF. No Brasil, a doença é a terceira causa de internação e de gastos no Sistema Único de Saúde (SUS). São R$2 mil por paciente a cada ano e, caso o diagnóstico esteja associado à rinite alérgica, são acrescidos R$240.

Para incentivar ao tratamento e alertar sobre a doença, a SES desenvolve o Programa Paciente Asmático, o que permitiu a realização de nove campanhas e a publicação de dois livros com orientações para os profissionais.

Convidada para ser homenageada na solenidade de abertura, a mãe de João Pedro, 7 anos, Alessandra Rosa, contou que o filho desenvolveu rinite e asma desde pequeno. “Meu filho não podia correr, não podia brincar. Depois de iniciar o tratamento com a imunoterapia, oferecida pela Secretaria de Saúde, posso dizer que tem uma vida normal. No ano passado, não teve nenhuma crise. Isso é uma vitória”, disse a mãe.

Uma das madrinhas do evento, a presidente da Associação Brasileira de Portadores de Angioedema Hereditário, Raquel Oliveira, destacou que os pacientes com alergia devem ser observados detalhadamente, já que a alergia pode ser muitas vezes confundida.

“É necessário ter cuidado para dar ao paciente o diagnóstico adequado. O angioedema, por exemplo, é muitas vezes colocada como uma alergia, mas é um defeito genético responsável pelo inchaço da pele que tem 50% de chances de desenvolvimento e precisa ser tratado de maneira diferente”, disse Raquel Oliveira.

Ao final da solenidade, foram distribuídos aos profissionais que atuam na rede nas Coordenações de Alergia e Imunoterapia placas de homenagem pelo serviço prestado.

PROGRAMAÇÃO – Estão previstas para a semana diversas palestras educativas com foco na asma e na rinite e nas manifestações mais importantes das doenças alérgicas respiratórias e de maior impacto.
Confira aqui.