Governo do Distrito Federal
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26/04/16 às 19h08 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Acompanhantes de grávidas terão roupas diferenciadas em Planaltina

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Iniciativa para padronizar identificação foi dos servidores do hospital

BRASÍLIA (26/4/16) – Calça e blusa de manga curta em cor vermelha. Esse é o novo traje para acompanhantes das mulheres que estão prestes a entrar em trabalho de parto, no Hospital Regional de Planaltina (HRPA). A produção da roupagem, que já começou a ser usada, foi iniciativa dos próprios servidores. O objetivo foi padronizar a identificação visual e, assim, reforçar a segurança de pacientes e servidores, bem como minimizar riscos de contaminação, já que o conjunto é esterilizado.

Ao todo, foram confeccionadas 60 peças, que compõem 30 conjuntos de tamanho único. Linha, tecido e tinta custaram R$550. O valor foi arrecadado em uma galinhada entre os servidores, coordenada pela presidente da Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) e enfermeira da Gerência de Assistência Multidisciplinar e Apoio ao Diagnóstico da unidade, Maria do Socorro Nunes Aguiar.

“Nós somos reconhecidos pelo Ministério da Saúde de Hospital Amigo da Criança desde 1996. Na perspectiva de que precisamos prezar pelo parto humanizado e viabilizar a presença do acompanhante, nós padronizamos as roupas”, contou, ao lembrar que antes, para entrar no Centro Obstétrico, os familiares tinham de usar vestimenta semelhante à dos profissionais, o que dificultava a separação entre servidor e usuário.

A fabricação foi feita pelas duas funcionárias da Costuraria do hospital, que terminaram todo o serviço em aproximadamente uma semana. “Gosto de costurar e, como mulher, acredito que é importante para gestante ter acompanhamento no parto e toda segurança possível”, afirmou a costureira Maria de Fátima Miguel Ribeiro.

Segundo a chefe do Núcleo de Hotelaria, Elaine Francisca, as roupas são repostas duas vezes ao dia. “Temos cerca de 10 partos por dia, então, a quantidade é mais do que suficiente para atender a demanda. A higienização também é rápida. Entre lavar e secar, gastamos cerca de uma hora e meia”, contou.

APROVAÇÃO – Mãe de primeira viagem, Gisele Alves, aos 29 anos, deu à luz nesta terça-feira (26) ao saudável Igor Felipe. Ao lado do marido, Ivan Silva Leal, 32 anos, que participou de todo o processo, Gisele elogiou a ação.

“Apesar de haver médicos e profissionais de saúde cuidando de nós, ter alguém que seja do seu vínculo é muito melhor. A presença do acompanhante aumenta nossa confiança e, com essa identificação das roupas, nos sentimos mais seguras, porque passamos a saber quem está ao nosso redor”, disse. “Traz mais segurança não só para as grávidas, mas para os próprios acompanhantes, até mesmo por elevar o controle da entrada e saída das pessoas. Além disso, essas roupas são esterilizadas”, completou o marido.

Um parto pode durar entre 12 a 48 horas e a presença do acompanhante no parto é assegurado pela lei federal nº 11.108, de 2005, e pela lei distrital 5375, de 2014.

“Essa iniciativa é de grande importância porque garante o direito do acompanhante à gestante e reduz o risco de infecções que poderiam ser causadas pela roupa comum. Além disso, o médico identifica com facilidade quem é o acompanhante da gestante para fornecermos orientações sobre como ele deve se comportar”, avalia a médica obstetra, Agda Nakata, que trabalha há 10 anos na unidade.

FLUXO – Ao chegar à unidade para dar à luz, as grávidas são atendidas em um dos dois consultórios, onde são aferidas pressão e outros itens. Após a avaliação, a gestante é encaminhada para um dos oito boxes do pré-parto. Caso o procedimento seja de maior gravidade, a gestante é encaminhada para o centro obstétrico, onde são realizados procedimentos cirúrgicos. Quando ocorre o nascimento, a mãe é transferida para a maternidade.

HOSPITAL AMIGO DA CRIANÇA – Para ter o reconhecimento pelo Ministério da Saúde, a unidade precisa atuar embasado em 10 passos para o sucesso do aleitamento listados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), os quais são avaliados anualmente. Entre eles, ter uma norma escrita sobre aleitamento materno, treinar a equipe, informar as gestantes sobre as vantagens e manejo da amamentação, ajudar a mão a iniciar a amamentação na primeira hora após o parto e mostrar como amamentar.

Também estão inclusos oferecer apenas leite materno, permitir que mães permaneçam junto com os bebês, encorajar a amamentação por livre demanda, não oferecer chupetas, bem como incentivar o estabelecimento de grupos de apoio à amamentação.

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