Governo do Distrito Federal
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1/08/13 às 16h16 - Atualizado em 30/10/18 às 15h06

Acupuntura ajuda paciente com dores crônicas

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Secretaria de Saúde realizou 80 mil procedimentos

 

A Secretaria de Saúde do DF conta com o serviço de acupuntura em 16 unidades da rede pública. Em 2012, foram atendidos 23 mil pacientes e mais 80 mil procedimentos foram realizados na especialidade.

“Temos o serviço de acupuntura mais bem estruturado do país”, aponta Fernando Genschow, coordenador do serviço no DF. São 24 anos de funcionamento levando à comunidade um tratamento “de natureza curativa bem como recuperadora das condições fisiológicas orgânicas do paciente tanto no nível de atenção básica quanto na assistência especializada”, complementa o coordenador.

E o bem estar promovido pela acupuntura é sentido em Ceilândia. No centro de saúde 3 – Ceilândia Sul, dois acupunturistas atendem uma média de 40 pacientes por semana, desde junho.

Jadenice dos Santos, 39 anos, tem pavor de agulhas, chegou apavorada no consultório, mas no final da aplicação das agulhas já estava bem mais calma. “Tive um derrame pleural e sinto muitas dores no peito, tinha medo de agulha, mas agora já consigo respirar sem sentir dor”, conta Jadenice após sua primeira sessão.

Dores no joelho e certa dose de estresse levaram Mário Roberto Cambralia a procurar a acupuntura para auxiliar o tratamento que já faz no Hospital Sarah Kubitschek. “Eu já conhecia a acupuntura, sei dos benefícios e agora tem aqui no centro de saúde, ficou bem mais fácil fazer o tratamento”, relata Mário Roberto.

Uma das responsáveis pelo serviço de acupuntura em Ceilândia é a médica Iara Freitas, que tem a neurologia como primeira especialidade médica, mas optou pelo concurso de acupunturiatra na SES-DF. Ela informa que para ter acesso ao serviço, o paciente deve possuir o cartão SUS, um encaminhamento do médico assistente, junto com um breve relatório do tratamento realizado. Os procedimentos são agendados pelo setor de marcação do centro 3.

Além do atendimento em acupuntura, Iara Freitas faz sessões de alongamento e relaxamento com os pacientes, por meio de técnicas de Hata Yoga, todas as segundas e quartas-feiras pela manhã. Francisca Rosa Aiello, 62 anos, conta que já havia sido advertida pelo ortopedista que gradativamente teria limitações de movimentos. “Desde pequena tenho problemas na coluna, desvio na cervical, bico de papagaio e inflamação no nervo ciático, mas com as sessões de Yoga tenho me sentido bem melhor, faço de tudo em casa e vou para todos os lugares sozinha”, narra Francisca.

Outra paciente que também está se beneficiando das sessões de Yoga é Jucilene da Silva, 34 anos, que há quatro anos sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e perdeu parte dos movimentos do lado direito do corpo. “Hoje consigo expandir bem os movimentos e já sinto mais firmeza ao andar”, relata Jucilene.

O centro de saúde 3 de Ceilândia tem diversas atividades para os pacientes, além da acupuntura e da Yoga, há tai chi chuan toda quarta-feira à tarde; ginástica e biodança, às segundas, quartas e sextas-feiras. Ele fica na QNM 15 lote D, Área Especial, Ceilândia Sul. Telefone 3371-1106.

Acupuntura na SES-DF

O serviço de acupuntura foi criado no DF em 1989, um ano depois do Ministério da Saúde ter implantado o atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde). São 22 especialistas que atendem no Hospital de Base- onde inclusive há residência médica na especialidade desde 2008; Hospitais de Apoio, do Paranoá, do Guará e Santa Maria, no Centro de Referência de Praticas Integrativas em Saúde (Cerpis) em Planaltina, no Departamento de Saúde Ocupacional (Desoc) em centros de saúde do Gama, Guará, Ceilândia, Cruzeiro e Sobradinho e ainda na Unidade Mista de Taguatinga e unidade de atenção primária do Riacho Fundo II e Recanto das Emas.

Alunos de graduação em Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) tem parte de sua carga horária dedicada à acupuntura. Muitos artigos científicos produzidos pelos especialistas da SES são publicados e profissionais de outros Estados e Países vêm constantemente conhecer o trabalho realizado em Brasília.

 

Regina Célia

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