Governo do Distrito Federal
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15/10/12 às 15h52 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Alergias afetam 30% da população

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No DF problema atinge cerca de 750 mil pessoas

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, três em casa dez pessoas no mundo são portadoras, ao menos, de um tipo de alergia. Os atópicos ou alérgicos, como são conhecidos os portadores de alergias, convivem com respostas exageradas do sistema imunológico à certas substâncias chamadas alérgenos. Eles são os responsáveis pelo desenvolvimento das alergias e podem ser ambientais, como fungos e ácaros. Os alérgenos também podem ser alimentares, como leite de vaca, ovo, soja, trigo, frutos do mar e amendoim. Insetos como mosquitos, abelhas, vespas, marimbondos e baratas também causam a doença, além da urina e saliva de cães e gatos e medicamentos como antibióticos, anti-inflamatórios e hormônios.

O diagnóstico da doença é realizado por meio de um estudo cuidadoso da história clínica da pessoa, exames físicos e complementares, como testes para avaliação de hipersensibilidade tardia e de leitura imediata, além de um estudo da imunidade celular, explica a coordenadora de Asma da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), Marta Guidacci. Os exames detectam a presença de anticorpos específicos contra alérgenos. A alergia pode ser aguda, onde a reação é de aproximadamente três dias e o resultado do tratamento é imediato. Ela também pode ser crônica, onde os sintomas permanecem no corpo por meses e o tratamento é feito gradativamente, durante dois ou três anos.

“Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 30% da população mundial tem, ao menos, um tipo de alergia. Com base neste percentual, pode-se projetar que o Distrito Federal tenha 750 mil pessoas alérgicas”, diz Marta Guidacci.

Ela explica, ainda, que a alergia poder se manifestar em qualquer parte do corpo. Se for em um órgão respiratório, o paciente poderá ter Rinissinusite Alérgica ou Asma, se for nos olhos, a pessoa poderá ter Conjuntivite Alérgica. “Se o problema for na pele, doenças como Urticária, Angioedema, Dermatite Atópica ou Dermatite de Contato poderão se desenvolver”, avisa Marta. O tratamento da doença deve ser feito primeiramente evitando o contato com o alérgeno, mas também pode ser realizado com medicamentos e caso haja necessidade, com a Imunoterapia, que é a vacina da alergia.

A SES/DF oferece os dois tipos de tratamento à população por meio das duas Unidades de Alergia, localizadas no Hospital de Base e no Hospital Regional de Asa Norte. O Hospital Regional da Asa Sul e Hospital da Criança de Brasília atendem pacientes alérgicos na faixa etária pediátrica. A Unidade de Alergia Pediátrica será implantada na Unidade Mista de Taguatinga. “Se não houver acompanhamento ou tratamento o paciente pode ter reação grave e até evoluir para óbito”, afirma Marta Guidacci. Está sendo finalizado o projeto para realização de mutirões para aumentar o acesso às consultas clínicas com especialistas de Alergia e Imunologia para os próximos dois anos.

Algumas recomendações para pessoas alérgicas:

1- Evitar ter em casa tapetes, carpetes, cortinas, almofadas, bichos de pelúcia e móveis estofados;
2- Revestir colchões e travesseiros com material sintético impermeável;
3- Usar colcha de algodão, pique ou ededrom. Não usar cobertores de lã ou chenile;
4- As orientações acima se aplicam as demais camas do quarto;
5- As paredes de casa deverão ter pintura lavável;
6- Limpar a casa diariamente, principalmente os quartos, com pano úmido e aspirador de pó. Não usar vassouras, panos secos e espanadores.
7- Não usar umidificadores e vaporizadores por estimularem o crescimento de ácaros e fungos.
8- Evitar animais de penas e pelos dentro de casa.
9- Não utilizar inseticidas, espirais contra insetos, desodorantes ambientais e outras substâncias com cheiro ativo.
10- Não fumar dentro de casa e nem na presença do paciente;
11- Ter vida ao ar livre e praticar esportes.

Paulo Henrique Gomes