Governo do Distrito Federal
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5/02/20 às 18h05 - Atualizado em 5/02/20 às 18h39

Ambulatório Trans do GDF comemora o Dia da Visibilidade 

Militantes, trabalhadores e gestores participaram da mesa de debates 

 

Como parte do calendário de eventos para comemorar o Dia da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de fevereiro, o Ambulatório Trans do Hospital Dia abriu, nesta quarta-feira (5), uma mesa de debates entre usuários da unidade, profissionais e gestores da Secretaria de Saúde. O objetivo foi discutir o acesso de pessoas transexuais e travestis ao Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Inaugurado em agosto de 2017, o Ambulatório Trans atende pessoas com identidade de gênero em conflito com sexo designado ao nascer, em busca de intervenções corporais ou não, que as adequem à imagem e compreensão de si mesmas ao padrão de gênero percebido.

 

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto, participou da abertura dos debates e destacou a importância do serviço prestado pelo Ambulatório Trans. “Há uma demanda muito grande de pessoas que procuram esse centro para tratamento. É possível elencar alguns pontos, como a utilização de hormônios e o acompanhamento com profissionais de saúde. É um trabalho multiprofissional muito importante para melhorar a questão da autonomia dessas pessoas”, afirmou Okumoto.

 

No Distrito Federal, a unidade já atendeu 450 pessoas até novembro de 2019, com idade entre 18 e 69 anos, além de familiares e amigos. O espaço é indicado para qualquer pessoa que tenha conflito de gênero e precise fazer acompanhamento psicológico e psiquiátrico para que entenda o processo.

 

De acordo com o secretário, um dos esforços da atual gestão é habilitar, junto ao Ministério da Saúde, algumas das unidades que são referência no DF, para receber novos recursos pelos serviços prestados. Uma das metas é que o Ambulatório Trans seja uma das escolhidas. “Só em 2019, habilitamos R$ 27 milhões de atividades e procedimentos dentro da secretaria. É um recurso que entra de acordo com a produtividade e poderá ser útil para o ambulatório”, disse.

 

Além disso, reforçar o atendimento na unidade com novos servidores é uma das medidas já estudadas pelo secretário para melhorar o acesso à população e o trabalho dos profissionais de saúde que atuam no local. “Fica aqui o nosso compromisso de dar todo o apoio necessário às solicitações do ambulatório. Estou à disposição de vocês e da unidade”, garantiu Osnei Okumoto.

 

COMPROMISSO – Na mesma linha de raciocínio, a superintendente da Região de Saúde Central, Eddi Sofia de La Santíssima, ressaltou o compromisso com o Ambulatório Trans. “Na próxima semana estarei aqui, em período integral, para colocarmos no papel as principais demandas que conseguiremos resolver a nível local, e aquelas que dizem respeito às outras áreas”, declarou.

 

“Quem trabalha e quem frequenta o ambulatório sabe o que de fato precisa. A gente só precisa de vontade política para que essas coisas aconteçam”, comentou Ludmylla Santiago, representante da Associação do Núcleo de Apoio e Valorização à Vida de Travestis, Transexuais e Transgêneros do DF e Entorno (ANAVTrans).

 

Ao longo do dia, o evento também discutiu temas como: cuidados em saúde da população transgênero; roda de conversa sobre binariedade de gênero; oficina de linguagem neutra; entre outras atividades.

 

ATENDIMENTO – A equipe do Ambulatório é composta por: Endocrinologia, Enfermagem, Medicina de Família, Ginecologia, Psicologia, Psiquiatria, Serviço Social, Técnica de Enfermagem e Terapia Ocupacional.

 

Leandro Cipriano, da Agência Saúde
Fotos: Geovana Albuquerque/Saúde-DF