Governo do Distrito Federal
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17/11/14 às 17h42 - Atualizado em 30/10/18 às 15h11

Atenção às vítimas de violência sexual é referência

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Rede pública do DF recebe visita técnica do Ministério da Saúde para apoiar gestores de outros Estados a organizar seus serviços

BRASÍLIA (17/11/14) – O Distrito Federal está exportando conhecimento em atenção às crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Nesta segunda-feira (17) e na próxima terça-feira (18), o Ministério da Saúde está realizando visita técnica a diferentes programas locais para prevenção e tratamento de sequelas físicas e psicológicas de vítimas, de familiares e até de autores. O objetivo é exportar o conhecimento gerado no DF a outros Estados.

“A gente vê essa visita como um reconhecimento do nosso serviço, que está sendo visto como de qualidade, além de uma oportunidade de troca de experiências com outros Estados”, explicou a chefe do Núcleo de Estudos e Programas na Atenção e Vigilância em Violência (Nepav), Lucy Mary Cavalcanti Stroher.

Segundo Maria de Lourdes Magalhães, técnica da coordenação Geral de Saúde da Criança do Ministério de Saúde, a visita técnica representa uma continuidade à política da pasta federal de lidar com o tema, que já contou com fases de capacitação de profissionais nos Estados, videoconferências e visitas exploratórias que detectaram o nível de organização e qualidade do serviço no DF.

No Distrito Federal, o Nepav coordena 21 Programas de Pesquisa, Assistência e Vigilância em Violência, os PAVs, cada um deles com o nome de uma flor. A maioria oferece atendimento psicossocial às vítimas de diferentes idades e também a familiares. Dentro desses PAVs há cinco unidades especializadas em vigilância epidemiológica da violência.

Há ainda PAVs especializados, como o que presta assistência às mulheres que realizam aborto previsto por lei, no HMIB; o do Adolescentro, que desenvolve ações específicas com adolescentes, tanto vítimas, quando autores de violência sexual, e o de apoio integral à pessoa autora de violência, no Laboratório Central (Lacen).

“Os números [a quantidade de PAVs] no DF refletem esse compromisso com a capacitação de profissionais e com a organização dos serviços”, ressaltou a técnica do Ministério da Saúde.

Suporte

Além de coordenar e qualificar as equipes multidisciplinares dos PAVs, o Nepav também capacita os profissionais das emergências da rede para dar o primeiro acolhimento às vítimas que acabaram de sofrer violência sexual. O serviço é humanizado e procura notificar tanto os casos comprovados como os de suspeita de violência e ainda administram um kit de medicamentos para evitar hepatite, doenças sexualmente transmissíveis e, no caso das mulheres e adolescentes férteis, gravidez.

“A importância dos programas é que você atende as vítimas com mais rapidez e por uma equipe especializada, você consegue diminuir o impacto das consequências. E, com relação à atenção aos autores, você consegue quebrar o ciclo de violência, evitando novas agressões”, ressaltou a chefe do Nepav.