Governo do Distrito Federal
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3/04/13 às 21h27 - Atualizado em 30/10/18 às 14h58

Autistas contam com atenção especial na rede pública

Na rede pública de saúde do Distrito Federal crianças autistas contam com serviços especializados de neuropediatras, genética clínica e terapias de reabilitação como: fonoaudiologia e terapeutas ocupacionais. Esses pacientes também recebem atendimentos nos centros de ensino especiais por psiquiatras, psicólogos e pedagogos.

O tratamento e a reabilitação de pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) requerem acompanhamento e tratamento multidisciplinar.
Segundo a coordenadora de Doenças Raras da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, chefe do Núcleo de Genética do Hospital de Apoio de Brasília (HAB), geneticista Maria Teresinha de Oliveira Cardoso, o autismo representa o protótipo dos distúrbios do comportamento caracterizado pela tríade: comunicação verbal ausente ou limitada, falta de interação social recíproca, estereotipias e padrões ritualizados de comportamento.

A geneticista esclarece que a pessoa portadora do autismo tem Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). O TEA constitui um fenótipo de amplo espectro abrangendo a Sindrome de Asperger, a Sindrome do X frágil, casos graves de esclerose tuberosa, Sindrome de Smith Magenis,,doenças neurometabolicas (erros inatos do metabolismo) e o Autismo propriamente dito. De acordo com a médica geneticista, o Autismo em si é considerado uma doença complexa, multifatorial , envolvendo inúmeros genes mapeados em vários cromossomos e conferindo a susceptibilidade para o desenvolvimento do quadro clinico característico.

Cerca de 500 crianças com doenças raras são atendidas mensalmente nos ambulatórios de genética dos Hospitais de Apoio de Brasília, Materno Infantil, Base e da Criança das quais entre 10 a 20% casos de TEA em diferentes faixas etárias. De acordo com a geneticista, embora ainda não haja dados oficiais na rede pública, levantamentos de algumas associações indicam que no DF 250 mil crianças apresentam TEA. De acordo com a geneticista, o paciente pode apresentar limitação de suas capacidades funcionais e nas interações sociais, o que demanda cuidados específicos e singulares de acompanhamento médico, habilitação e reabilitação ao longo das diferentes fases da vida. 

O Ministério da Saúde (MS) investiu no Plano Viver sem Limites no ano passado R$ 891 milhões na saúde de pessoas com deficiências. Na terça-feira (2) em que se comemorou o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o MS anunciou para 2014 um investimento no programa e criação de novos Centros Especializados de Reabilitação (CER) do Sistema Único de Saúde (SUS) uma verba no valor de R$ 1,4 bilhões em três anos.

Júlio Duarte