Governo do Distrito Federal
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19/11/18 às 10h59 - Atualizado em 19/11/18 às 11h11

AVC pode ser evitado em 90% dos casos

 

Considerado a segunda maior causa de mortes no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o acidente vascular cerebral (AVC), ou derrame, pode ser evitado em 90% dos casos, segundo a neurologista, especialista em AVC, do Instituto Hospital de Base, Letícia Costa Rebello. O problema é responsável por mais de 100 mil óbitos, anualmente.

 

Neurologista Letícia Rebello fala de prevenção.

 

A especialista explica que o AVC também ocupa o primeiro lugar na lista das patologias mais incapacitantes. Por isso, é necessário entender a doença e ficar atento aos sinais e, principalmente, saber como prevenir.

 

“O acidente vascular cerebral resulta de uma alteração súbita do fluxo sanguíneo cerebral, decorrente de entupimento, que é o AVC isquêmico; ou da ruptura dos vasos sanguíneos, chamado de AVC hemorrágico”, elucida.

 

Ela alerta que há perda rápida da função neurológica nos dois casos.  “Os sintomas são os mesmos. A diferença é que, no primeiro caso, a lesão no cérebro é causada por falta de sangue em razão de entupimento e, no outro, ocorre devido ao sangramento no cérebro”, diz.

 

FIQUE ALERTA – A prevenção pode ser feita de acordo com os fatores de risco, ou seja, combatendo-se as principais causas. “O AVC pode ser evitado com ações simples. Entre elas estão o controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol. Além disso, não fazer uso de cigarro, evitar o sedentarismo e conhecer a doença”, esclarece. E destaca que pessoas mais idosas, principalmente acima dos 60 anos, têm mais chances de ter um AVC.

 

Os principais sintomas começam de uma hora para outra e se caracterizam por boca torta, formigamento ou fraqueza em um dos lados do corpo, súbita dificuldade para falar ou entender o que os outros falam, perda da visão de um dos dois olhos, perda súbita do equilíbrio com dificuldade para andar, dor de cabeça explosiva sem causa aparente e vertigem.

 

Quanto mais rápido se identificar o AVC, maiores são as chances de não haver sequelas e menores as possibilidades de óbito. “Em caso de suspeita, o paciente deve entrar em contato com o SAMU pelo telefone 192 e procurar, imediatamente, o serviço médico de emergência. No Distrito Federal, o Instituto Hospital de Base é a referência para pacientes com sintomas recentes”, recomenda Letícia Rebello.

 

A médica ensina como as pessoas podem identificar os sinais o mais rápido possível. Lembre-se da palavra SAMU, conforme o quadro abaixo:

 

 

TRATAMENTO A neurologista destaca que o AVC isquêmico ocorre em 85% dos casos. Sendo assim, o tratamento é feito com uma medicação que dissolve o trombo (coágulo de sangue). O remédio pode ser ministrado até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Já o tratamento do AVC hemorrágico depende de uma avaliação individual.

 

 

Ailane Silva, da Agência Saúde

Fotos: Brito/Arquivo SES