Governo do Distrito Federal
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19/11/12 às 19h00 - Atualizado em 30/10/18 às 14h57

Balanço das ações nas regionais de saúde

Ampliação do atendimento em São Sebastião

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal divulga semanalmente balanços das ações desenvolvidas pelas Coordenações Regionais de Saúde. O objetivo é informar, por meio de entrevistas com os coordenadores, os projetos em andamento, obras executadas e serviços implantados para melhorar o atendimento ao paciente.

São Sebastião

Com uma população superior a 100 mil habitantes, São Sebastião sofreu durante muito tempo com a escassez no atendimento à saúde. Apesar de ter surgido antes mesmo da inauguração de Brasília, em 1957, apenas em 1993 tornou-se Região Administrativa, e desde então pouco havia sido feito na área de saúde. Ciente do crescimento populacional, a meta imposta pela nova gestão da SES era melhorar o atendimento à saúde na localidade. Apesar do curto período, os resultados já são notórios. Nos últimos meses, foi entregue a Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24 horas –, além de reformas e melhorias nas unidades já existentes. Para o coordenador regional de saúde de São Sebastião, Marcus Antonio Costa, esses investimentos se refletem claramente nas melhorias do atendimento à população, que agora passa a ser assistida com mais eficácia.

Confira a entrevista com o coordenador de Saúde de São Sebastião.

ASCOM – Quais os principais serviços de saúde oferecidos à população de São Sebastião?

DR. MARCUS COSTA  – São Sebastião é uma Regional onde, ao iniciarmos a atual gestão, encontramos 15 equipes de Programa Saúde da Família. No momento, estamos convertendo o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) em três equipes, o que contabilizará 18 equipes para a regional e, até o final do ano, será construída uma Clínica da Família que acrescentará sete equipes, totalizando 25 equipes de Saúde da Família. A Regional contava também com a Unidade Mista de Saúde para atendimento das urgências e emergências, com um funcionamento precário por conta do déficit de médicos e enfermeiros. Conseguimos  inaugurar a UPA em 31 de agosto com uma suplementação de 129 servidores, sendo 11 médicos, 19 enfermeiros, 51 técnicos de enfermagem, dez farmacêuticos, dez técnicos de radiologia, seis técnicos de laboratório, quatro nutricionistas, dois Auxiliares Operacionais de Serviços Diversos em Patologia Clínica, três técnicos de higiene dental, 12 técnicos administrativos e um administrador.

ASCOM – O trabalho de combate à dengue tem sido eficaz, tendo em vista que São Sebastião é uma das regiões com o maior número de ocorrências da doença no DF?
 
DR. MARCUS COSTA – Em relação ao combate à dengue, temos o maior número de ocorrências da doença no DF como consequência do excelente serviço da Vigilância Epidemiológica. Isso pela busca ativa de casos e uma equipe muito empenhada nas notificações, assim como nas ações de combate a dengue. Tivemos o mutirão dos agentes comunitários de saúde, organizado pela Vigilância Epidemiológica/CGSSS, para identificação dos potenciais focos durante o período da seca, para implementar o  combate e diminuição da incidência da doença no período das chuvas.

ASCOM – Quais serviços passaram a ser oferecidos à população ou foram ampliados durante a  atual  gestão?

DR. MARCUS COSTA – A inauguração da UPA melhorou a atenção relacionada aos casos de urgências e emergências, o aumento do número de equipes de Saúde da Família, visando melhorar a atenção básica e a complementação da escala da Casa de Parto com as horas extras, melhorando a assistência obstétrica para a população de São Sebastião.

ASCOM – E a médio e longo prazo, estão previstos novos projetos ou ampliação dos serviços já existentes?

DR. MARCUS COSTA – Sim. Estamos aguardando a complementação da equipe da UPA de São Sebastião para destinar parte da carga horária dos médicos que tem especialidades para desenvolvê-las na antiga Unidade Mista de Saúde, permitindo uma assistência secundária de qualidade, diminuindo assim as buscas à UPA por descompensação de processos crônicos pré-existentes, como exemplos: diabetes, doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOC), doenças reumatológicas, entre outras.

ASCOM – Como o senhor avalia o atendimento à saúde em São Sebastião?

DR. MARCUS COSTA – É um atendimento com grande potencial de expansão, tendo em vista o aumento populacional, as necessidades de serviços especializados, tais como os relacionados à saúde mental e combate ao álcool e drogas, ações de combate à violência e gravidez precoce e equipes de profissionais com alta qualificação técnica necessitando um melhor aproveitamento. Podemos dizer que o atendimento à saúde em São Sebastião, comparado às gestões anteriores, melhorou consideravelmente. E vamos melhorar ainda mais até o final desta gestão.