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28/02/14 às 16h47 - Atualizado em 30/10/18 às 15h10

Profissionais de Samambaia abordam casos de demência

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Discutir os casos clínicos e facilitar a identificação

 

A incapacidade em realizar atividades habituais comuns, perda da memória recente, dificuldades na orientação temporal, no raciocínio e ao falar, dentre outros sintomas, podem ser sinais de uma doença progressiva, conhecida por demência, que acomete principalmente pessoas em idade mais avançada. Em Samambaia, esse é um dos temas do matriciamento, que consiste em uma capacitação em serviço com especialista e as equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF).

O matriciamento em geriatria tem a finalidade discutir os casos clínicos e permitir que o profissional das equipes de ESF identifique, durante o atendimento, fatores de risco e critérios de fragilidade do idoso.

“É um mecanismo de interação entre a assistência básica contínua ao paciente juntamente com a visão do especialista. Com isso, ao esclarecer dúvidas sobre uma patologia comum do idoso evita-se demora na resolução do problema”, explica a geriatra de Samambaia, Tatiana Peron.

De acordo com a especialista, há várias causas para o sintoma de esquecimento e nem todas podem ser atribuídas à demência, que é uma doença mental que leva à perda das funções cognitivas que interferem na autonomia do indivíduo, na sua capacidade de lidar com os problemas do dia a dia, na sua atividade profissional e no convívio social.

Segundo a coordenadora do Programa de Assistência Integral à Saúde do Idoso de Samambaia, Ana Paula Delgado, esse é um tema relevante, que interfere na qualidade de vida da pessoa. “É um mito achar que só pelo fato da pessoa estar envelhecendo, é esperado que ela apresente algum grau de demência, pois esta patologia pode atingir também pessoas mais jovens. Porém, é essencial identificar os fatores de risco e detectar a presença de alterações cognitivas precocemente”, informa.

Para a coordenadora do programa, determinadas situações isoladas não podem ser taxadas como demência, como por exemplo, perda de memória eventual, uso incorreto de medicamentos por outros motivos, perda de equilíbrio, quadro depressivo, entre outras.

“A idade avançada é o principal fator de risco. Porém, há casos de síndromes demenciais que iniciam em pacientes jovens adultos. Existem vários tipos da doença. A demência de Alzheimer é a mais comum, porém não é a única. Há, por exemplo, a demência Frontotemporal, que apresenta acometimento em idade mais jovem, entre outras”, esclarece a geriatra Tatiana.

Segundo a médica, o paciente demenciado geralmente não consegue identificar os sintomas. “São os familiares e as pessoas que convivem com ele que notam esquecimentos, dificuldade em resolução de problemas complexos e tomadas de decisões que estão causando prejuízo na vida do paciente”, esclarece.

Tatiana cita ainda algumas situações diárias que requerem atenção, como dificuldade em lidar com dinheiro, dificuldade em realizar pagamento de contas, em lidar com senhas, cozinhar sem queimar panela no fogão.

Tratamento

A especialista orienta que a primeira medida nesses casos é procurar atendimento médico em uma unidade básica de saúde, como centros de saúde e clínicas da família, por exemplo. Os casos considerados suspeitos devem ser encaminhados para a assistência terciária (geriatra ou neurologista) para avaliação cognitiva e para elucidação se o diagnóstico refere-se a uma síndrome demencial e qual o seu tipo.

Por Iêda Oliveira, da Agência Saúde DF
Atendimento à imprensa:
(61) 3348-2547/2539 e 9862-9226

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