Governo do Distrito Federal
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30/11/21 às 10h00 - Atualizado em 1/12/21 às 15h37

Caps e Caps AD oferecem práticas integrativas para usuários

Yoga e Musicoterapia podem ser encontradas nas unidades localizadas no Paranoá e Itapoã, respectivamente.

 

LUIZ FERNANDO CÂNDIDO, DA REGIÃO DE SAÚDE LESTE | EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA | REVISÃO: JULIANA SAMPAIO

 

A Secretaria de Saúde disponibiliza diversas modalidades de Práticas Integrativas em unidades do Distrito Federal. No Centro de Atenção Psicossocial (Caps), do Paranoá, e no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), do Itapoã, as atividades são estendidas como complemento no atendimento aos usuários, familiares e servidores.

 

Práticas Integrativas são oferecidas na rede pública de Saúde – Foto: Luiz Fernando Cândido/Região de Saúde Leste

As Práticas Integrativas em Saúde (PIS) são atividades eficazes e seguras que têm ênfase na escuta acolhedora, no autocuidado, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.

 

No Itapoã, por exemplo, o grupo de Laya Yoga acontece toda terça-feira, às 16 horas. A gerente do Caps AD, Cibele Silva de Queiroz, conta que o serviço começou a funcionar recentemente e está sendo bem positivo.

 

“São modalidades de tratamento complementar, utilizadas como grupo ou oficina terapêutica. Nesse ano de 2021, foi oferecida a prática integrativa da Laya Yoga, para os pacientes e servidores. Estamos oferecendo essa oficina terapêutica como parte do plano terapêutico singular há aproximadamente um mês e está tendo bom êxito dos usuários”, frisa.

 

Musicoterapia

 

Já no Paranoá, o Caps oferece também a Hatha Yoga e a musicoterapia. A aula de yoga ocorre presencialmente toda sexta-feira às 10h. Participam os usuários atendidos na unidade, servidores e estagiários. Por conta da pandemia, a atividade só voltou a ocorrer em agosto deste ano.

 

Os atendimentos podem ser coletivos ou individuais. Paula de Assis Salomon, de 25 anos, participou pela primeira vez da atividade. Ela é moradora do Paranoá e começou a Hatha Yoga na semana passada. “Gostei bastante. Eu vou fazer novamente. É uma sensação de relaxamento e tranquilidade”, descreve.

 

Wenderson Piassi, de 63 anos, também é morador do Paranoá. Ele participa das atividades de yoga há um mês. “Antes eu não tinha relaxamento, e com a yoga estou mais tranquilo”, observa.

 

Foto: Luiz Fernando Cândido/Região de Saúde Leste

“A prática de Yoga no SUS, tanto o Hatha Yoga como Laya Yoga, tem sido bastante procurada como forma de redução do stress, ansiedade e tantos outros males que afetam o equilíbrio de dimensões como: corpo, mente, espírito, emoção e energia vital das pessoas”, destaca o instrutor de Yoga, Edimar Pereira Ruela.

 

Ainda segundo o servidor, a pandemia exigiu adequações aos protocolos das atividades. “Estamos bastante cuidadosos, seguindo o protocolo de segurança, principalmente quanto às nossas práticas em grupo”.

 

A Política Distrital de Práticas Integrativas em Saúde (PDPIS), instituída em 2014, regulamenta a oferta das PIS no SUS-DF.

 

Outras práticas

 

Atualmente, na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, são instituídas, além das citadas yoga e musicoterapia, a acumpuntura, arteterapia, automasagem, fitoterapia, homeopatia, Lian Gong em 18 terapias, medicina e terapias antroposóficas, meditação, reiki, shantala, Tai Chi Chuan, terapia comunitária integrativa, ayurveda e técnica de redução de estresse (TRE).

 

As PIS são oferecidas abertamente para comunidade, geralmente sem requisitos, por profissionais de saúde e voluntários cadastrados devidamente habilitados por meio de cursos de capacitação ou formações específicas. O serviço pode ser encontrado nas unidades básicas de saúde, policlínicas, centros de atenção psicossocial, hospitais e demais unidades.