Governo do Distrito Federal
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25/01/16 às 18h53 - Atualizado em 30/10/18 às 15h14

Carreta faz exames gratuitos para diagnóstico da hanseníase na rodoviária

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Seis médicos atenderão até sexta-feira (29). Capacidade de antedimento é de até 80 pessoas por dia

BRASÍLIA (25/1/16) – Manchas claras na pele e insensibilidade em algumas partes do corpo podem ser alertas para a pessoa começar a se preocupar com o diagnóstico de hanseníase. Com o intuito de identificar novos casos e alertar a população sobre a doença, o Ministério da Saúde, com o apoio da Secretaria da Saúde, disponibilizou uma Carreta da Saúde até sexta-feira (29), das 8h às 18h, para realizar atendimentos gratuitos na rodoviária do Plano Piloto.

Trabalham no local um total de seis médicos, dentre eles, três dermatologistas, dois residentes e um infectologista. O caminhão, com uma sala para exames e cinco consultórios, tem capacidade para atender uma média de 60 a 80 pessoas por turno. Hoje (25), primeiro dia da ação, passaram pela carreta cerca de 30 pessoas apenas na parte da manhã.

O interessado primeiro preenche uma ficha com dados pessoais e é orientado. Após esse processo, o especialista avalia se é necessária a coleta de sangue. “O teste não diagnostica a doença. Caso a sorologia dê positiva, a pessoa tem oito vezes mais chance de desenvolver a patologia”, disse o dermatologista Fred Bernardes Filho, da USP de Ribeirão Preto.

De acordo com o médico, outra possibilidade que existe, caso a sorologia seja positiva, é de que o paciente esteja em contato com o doente. “A hanseníase é transmissível através do ar e não por contato direto. Basta a pessoa ter um convívio íntimo com a pessoa contaminada, seja trabalhando ou morando com ela por alguns anos”, afirmou.

DADOS – Em 2014, o Distrito Federal diagnosticou 280 casos novos de hanseníase, sendo 26 diagnosticados em crianças menores de 15 anos, curou 90,3% dos casos notificados -considerado parâmetro bom pelo Ministério da Saúde. Até 18 de junho do ano passado, o DF notificou 207 novos casos, sendo seis em crianças menores de 15 anos, e curou 78,3% dos notificados.

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