Governo do Distrito Federal
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29/04/13 às 15h05 - Atualizado em 30/10/18 às 15h05

CCIH combate à infecção hospitalar

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Trabalho rotineiro e contínuo para evitar contaminação

 

 

Em tempos em que uma bactéria causa transtornos em um hospital, vem à tona a importância da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Uma comissão que é responsável por uma série de medidas como o incentivo da correta higienização das mãos dos profissionais de saúde; o controle do uso de antimicrobianos, a fiscalização da limpeza e desinfecção de utensílios e ambientes. É formada por profissionais treinados ou com especialização no assunto como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros.

Um hospital é um centro onde bactérias, vírus e outros microorganismos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra e onde indivíduos considerados de risco frequentam: bebês, idosos, pacientes com sistema imunológico deprimido ou que foram submetidos a procedimentos cirúrgicos. E é para proteger estas pessoas e também quem as trata que a (CCIH) atua, visando controlar as infecções hospitalares por meio de ações que previnam e reduzam a sua incidência.

É importante lembrar que foi a CCIH do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) que norteou as decisões tomadas pela Secretaria de Saúde, durante o surto da bactéria serratia, no que diz respeito ao isolamento dos pacientes colonizados e infectados pela bactéria; ao reforço das medidas de precaução e contato; do bloqueio de novas admissões na maternidade e unidade de neonatologia; da limpeza e desinfecção rigorosa dos ambientes e materiais; e orientação quanto a todas as medidas de prevenção e controle de infecção hospitalar; entre outros.

O trabalho da CCIH é rotineiro e contínuo tanto na parte de vigilância microbiológica e epidemiológica das infecções hospitalares, como treinamento em serviço, visitas técnicas, acompanhamento do uso racional de antimicrobianos e avaliação de pacientes quando solicitados pelos médicos assistentes.

Um dos trabalhos mais destacados da CCIH de Ceilândia é o ambulatório de egressos, um serviço de referência para outros hospitais, onde o paciente submetido a cirurgia passa por uma avaliação para avaliar o procedimento, os curativos, a cicatrização, a continuidade do tratamento e a constatação da melhora do quadro clínico. Isto acontece duas vezes por semana no ambulatório do HRC.

O reforço na prática da higienização das mãos é um trabalho contínuo da CCIH. Os profissionais são treinados no próprio local de trabalho. Para garantir que a lavagem das mãos seja realizada nos momentos certos e com técnica correta, será realizado nos dias 2, 3, e 5 de maio uma grande campanha para lembrar os 5 momentos da estratégia multimodal para higienização das mãos. Os técnicos da CCIH irão ao local de trabalho dos servidores e relembrará as técnicas e distribuirá álcool para todos.

No Hospital Regional de Ceilândia (HRC) a CCIH atua desde 1984 na prevenção e controle das infecções hospitalares relacionadas à assistência a saúde (IRAS). Atualmente possui membros consultores e membros executores, aos quais compete definir as ações preventivas de IH, avaliar o Programa de Controle de IH, comunicar e divulgar periodicamente a situação do controle das IRAS, promovendo um amplo debate na comunidade hospitalar.

Dentro da CCIH existe um núcleo que é responsável pela orientação e supervisão do uso racional de antimicrobianos, curativos e procedimentos invasivos, rotinas de proteção ao pacientes (isolamento, esterilização, assepsia e desinfecção). Além disso, coleta dados, os quais compõem as taxas de infecção, faz visitas técnicas nos setores de maior risco (UTIs, centro cirúrgico, centro obstétrico), promove ações educativas para prevenção das IRAS e responde pareceres médicos.

 

Regina Célia

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