Governo do Distrito Federal
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15/06/20 às 9h27 - Atualizado em 15/06/20 às 19h05

Cirurgião-dentista dedica-se a atender a população no HRG durante a pandemia

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Eduardo Effori faz parte da equipe que decidiu manter os serviços odontológicos no hospital

 

LEANDRO CIPRIANO, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Em meio à pandemia, alguns serviços de saúde precisaram ser suspensos para evitar a disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2), como os atendimentos odontológicos. Mas pensando na demanda crescente dos pacientes, o cirurgião-dentista do Hospital Regional do Gama (HRG) Eduardo Effori decidiu, junto à equipe com mais dez profissionais, manter os serviços na unidade, mesmo com todos os desafios impostos pela Covid-19.

 

“Sabemos a importância de dar assistência agora, porque na frente essa demanda acumularia e seria muito maior. Pacientes com focos de infecção bucal, por exemplo, teriam problemas muitos mais graves se esperassem para ser atendidos. Por isso mantivemos o funcionamento, pensando no bem da população”, afirma Eduardo Effori.

 

O objetivo era atender as demandas mais graves e evitar um déficit na saúde bucal da população, de uma forma que garantisse tanto a segurança dos pacientes como dos profissionais. Para isso, ele conta que toda a rotina de trabalho no hospital precisou ser alterada para cumprir com as medidas necessárias e impedir a disseminação do vírus.

 

“Primeiro, tomamos todos os cuidados e seguimos os critérios de biossegurança para a equipe. Garantimos a paramentação dos servidores com equipamentos de proteção individual (EPIs) nos atendimentos. Todos sempre usam proteção para evitar a exposição e a contaminação, e mantemos, no máximo, uma dupla de profissionais por consultório”, explica o dentista.

 

Além disso, é respeitado o tempo de espera de três horas até usar a sala novamente. A medida é necessária, pois um dos principais meios de circulação do vírus é pelo ar. “A vantagem é que nossos consultórios têm divisórias e trabalhamos em mais de uma sala. Ou seja, podemos revezar de local enquanto é feita a desinfecção”, informa.

 

A nova rotina também mudou o atendimento para os pacientes. Para evitar aglomerações, o tempo entre as consultas foi ampliado. Também foi recomendado a eles que levem poucos acompanhantes. Sem mencionar que os atendidos precisam usar uma proteção especial durante os procedimentos.

 

Chamado de campo fenestrado, o material é esterilizado e cobre parte do corpo do paciente, deixando apenas a área do procedimento exposta. Dessa forma, é possível garantir mais segurança aos profissionais e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

ATENDIMENTOS – Com as medidas, foi possível manter os atendimentos odontológicos no HRG mesmo em tempos de coronavírus. Por sinal, o hospital foi o que mais fez procedimentos ambulatoriais, de urgência e emergência desse tipo na rede pública de saúde do Distrito Federal durante a pandemia. Entre eles, remoção de cáries e colocar próteses dentárias.

 

Somente entre abril e maio, foram marcadas no HRG 238 consultas eletivas e feitos 249 atendimentos no pronto-socorro relacionadas à saúde bucal. Antes da pandemia, a média mensal chegava a cerca de 500 atendimentos no total, contando eletivos e de urgência/emergência. “O que ocorreu agora foi uma diminuição dos eletivos e um aumento nos casos de urgência e emergência. Mas mesmo assim, alcançamos uma média mensal aproximada, apesar da pandemia”, destaca Effori.

 

Para garantir que os serviços continuassem e mantivessem a mesma média, toda a equipe, formada por cirurgiões dentistas e técnicos de higiene dental (THD), mobilizaram-se para aumentar a escala do pronto-socorro da odontologia.

 

“Uma coisa unânime na equipe é que todos estão satisfeitos em manter os atendimentos, mesmo enfrentando riscos diários. Sabíamos que isso poderia se tornar um problema mais sério no futuro. Mas era uma necessidade e decidimos que o serviço seria mantido”, ressalta.

 

SERVIÇO – O pronto-socorro voltado a serviços odontológicos funciona no HRG de segunda a sexta-feira, das 19h à meia-noite, e nos sábados e domingos, de 7h às 19h. O atendimento é de porta aberta.

 

Caso seja identificada no tratamento a necessidade de um procedimento mais complexo, o paciente é encaminhado para o ambulatório do HRG por meio da Central de Regulação.