Governo do Distrito Federal
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2/11/21 às 16h19 - Atualizado em 2/11/21 às 16h19

Conheça a Diretoria de Vigilância Ambiental de Zoonoses seu papel na saúde pública

Local foi criado em 1965 e conta laboratórios para realizar vigilância laboratorial de algumas doenças além de possuir canil e gatil públicos

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF | EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

 

Em 1965 surgia a Diretoria de Vigilância Ambiental de Zoonoses, registrada no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) como a Unidade de Vigilância de Zoonoses de Brasília, por conta de sua importante atuação nas políticas públicas de saúde no controle das zoonoses.

 

Vigilância Ambiental possui laboratórios de estudo de diversas doenças – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

O início da Vigilância da Raiva é desde a década de 60, e a implantação e implementação do Laboratório de Diagnóstico de Raiva é desde 1978, quando o DF teve seu único caso de raiva humana registrado, criou-se então o laboratório de diagnóstico de raiva, onde são realizados exames de Diagnóstico de Raiva de animais e humanos. Os casos suspeitos da doença em cães, gatos, morcegos, animais de produção e em seres humanos pós morte.

 

O local possui também o laboratório para diagnóstico da Leishmaniose em cães e Laboratório de Animais Sinantrópicos e Silvestres, que recebe e identifica as espécies de animais hospedeiros de agentes causadores da Febre Amarela, Hantavirose e da bactéria causadora da Leptospirose.

 

Além disso, tem um canil e um gatil público onde colocam-se animais em observação em casos em que a Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses preconiza, como em situações que possam representar risco à saúde pública.

 

Entrada nos ambientes de estudos é controlada – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

O médico veterinário e gerente substituto de Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses, Laurício Monteiro, esclarece que o recolhimento de animais só ocorre em casos de animais com vínculo epidemiológico em alguma área ou com sinais clínicos evidentes e Diagnóstico Laboratorial de Zoonoses de importância em saúde pública.

 

“O recolhimento precisa de vínculo epidemiológico. Em casos de políticas de desocupação, em que somos notificados, nós não recolhemos animais saudáveis. Só agimos em situações que podem causar risco à saúde pública”, explica.

 

Hoje, todos os animais levados para a Zoonoses ficam em observação por, pelo menos, dez dias. O Estado continua realizando o diagnóstico para Leishmaniose com diagnóstico laboratorial confirmado (cães) e sintomatologia clássica para cães e gatos, em duas provas diagnósticas e entrega o resultado positivo para o dono dos cães, pois é uma doença de importância à saúde pública no meio urbano.

 

Estudos envolvem zoonoses – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

 

Animais disponíveis para adoção

 

Os cães e gatos que não possuem nenhum tipo de doença são disponibilizados à população para a adoção responsável. Hoje, há 15 cães no canil da Zoonoses e nove gatos, além de uma fêmea parida com 5 filhotes. Os bichinhos estão disponíveis para adoção e aguardam ansiosamente por um novo lar. Com os princípios da doação responsável.

 

Os cães já realizaram exames para leishmaniose e foram vacinados para raiva. Além disso, também foram tratados contra possíveis parasitas (pulgas e carrapatos). Estão todos em excelentes condições para serem adotados. Os gatos além de receberem a vacina contra o vírus da raiva.

 

Cães para adoção – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Para adotar, é necessário apresentar documento de identificação com foto, ter acima de 18 anos e assinar um termo de responsabilidade se comprometendo a cuidar bem do animal. O cidadão que deseja adotar um bichinho deve comparecer à Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), no Setor de Áreas Isoladas Norte (Sain), lote 4, Estrada do Contorno Bosque, Noroeste. O horário de visitação é das 10h às 15h, de segunda a sexta-feira.

 

Quem tiver interesse em castrar seu animal é só avisar na hora da adoção, pois existe uma parceria da Zoonoses com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), em que eles liguem e agendem a castração gratuitamente.

 

Passado

 

O SUS teve que fazer a captura de animais e a eutanásia (captura hostil ou carrocinha) como medida de controle da circulação do vírus da raiva no Brasil, previsto nas políticas públicas do Ministério da Saúde.

 

“Se hoje voltasse a ter a circulação do vírus da raiva em cães e gatos de meio urbano, os nossos enfrentamentos seriam muito maiores do que foi no passado. Se a circulação do vírus da raiva no meio urbano ocorrer na população de cães e gatos será obrigatório fazer captura de cães e gatos, pois tem que fazer diagnóstico, campanha de vacinação contra raiva de cães e gatos.

 

No Distrito Federal, o último caso de raiva em cão foi em 2000 e em gato foi em 2001. Em seres humanos só ocorreu um único caso, em 1978. Desde 2004 a captura somente ocorre em raríssimos casos.